O deputado João Batista(PP) ocupou a tribuna nesta terça-feira (13) para comentar o caso do goleiro Bruno, do Flamengo-RJ, que está sendo acusado de participar do sequestro e assassinato brutal da mãe do filho dele, Eliza Samúdio. O parlamentar disse que ao assistir as reportagens veiculadas sobre o caso, o que mais lhe chama a atenção não é o próprio Bruno ou os policiais que o conduziram, na matéria sobre a prisão do goleiro. Para João Batista, o que é estarrecedor é a expressão de sede de vingança, nos rostos dos populares.
“Eu fico assustado quando vejo aqueles rostos anônimos com tanta fúria e fico imaginando o que ocorreria com aquele conduzido se nós tirássemos dali os policias que fazem a condução daquele goleiro, o que será que aconteceria com ele? Tenho impressão de que ele seria trucidado por pessoas comuns”, disse.
O parlamentar reiterou que essas manifestações de fúria são perigosas e podem acontecer em qualquer lugar. Ele citou inclusive um caso ocorrido em Imperatriz há cerca de oito anos, quando um pai matou uma criança de um ano. O crime, que teve a participação da namorada do pai da vítima, causou revolta popular e chocou o Brasil inteiro.
João Batista disse que não sabe onde vamos parar com tanta violência e atribuiu à mídia a capacidade de despertar em muitas pessoas a sede de vingança por um crime não cometido por elas.
“A mídia faz com que as pessoas larguem aquilo que elas mais gostam, larguem o filho em casa, larguem o marido, larguem até os afazeres que elas apreciam, para tentar arrancar um pedaço de alguém que não fez mal algum a elas. Claro que fez um mal tremendo, digamos até à sociedade, mas não fez aqueles que saem de suas casas para tentar trucidar o Bruno ou qualquer outro que se envolva num crime tão cruel quanto este que ocorreu em Minas Gerais”, encerrou.