O delegado Alex Aragão, que atualmente estava lotado em São Raimundo das Mangabeiras, suicidou-se com um tiro na boca, na sexta-feira (8).
O corpo só foi encontrado no domingo (10), em um apartamento na cidade de Teresina, onde ele estava sozinho.
Amigos próximos dizem que nos últimos dias Aragão mostrava-se deprimido e reclamava muito da transferência, que considerava arbitrária.
Segundo apurou o blog, ele teria deixado uma carta relatando que a remoção de Coroatá também o havia deixado mais distante dos filhos – um deles com algum grau de autismo – e pedindo que o seu caso seja usado como exemplo contra as perseguições políticas nas polícias.
Antes de ser nomeado em São Raimundo das Mangabeiras, o delegado trabalhava em Coroatá, mas acabou transferido pra o sul do Maranhão, após envolver-se em uma confusão com o advogado André Farias – a quem chegou a dar voz de prisão e algemar, em junho do ano passado.
Na ocasião, a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão (Adepol-MA) chegou a emitir nota de apoio a Alex Aragão.
“Fui muito prejudicado”, relatou delegado antes de se matar
O ex-delegado de Coroatá, Alex Aragão, que suicidou-se na sexta-feira (8) com um tiro na boca (reveja), relatou a amigos, em conversas pelo WhatsApp, que estava deprimido desde que fora transferido para a cidade de São Raimundo das Mangabeiras.
“Fui muito prejudicado por esse pessoal”, diz ele a um interlocutor de Coroatá, que havia comentado antes que “aqui é só política”


Delegados próximos dele relatam que Aragão escreveu uma carta antes de se suicidar e que o texto contém esse mesmo tipo de reclamação, principalmente sobre o que o delegado considerava uma transferência arbitrária, de Coroatá para o sul do Maranhão.














