Prefeitura de São Luís mapeia áreas de riscos em bairros da capital

Foto legenda – Defesa Civil iniciou o mapeamento das áreas de riscos de São Luís

A Prefeitura de São Luís, por meio da Defesa Civil, órgão ligado à Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), iniciou o mapeamento das áreas de riscos nos bairros das zonas urbana e rural da capital maranhense.

Técnicos e agentes da Defesa Civil, divididos em quatro equipes, vasculham 27 comunidades da área do Coroadinho, nos períodos da manhã e da tarde, para diagnosticar os pontos de riscos de incêndio, alagamento, barreiras e encostas com possibilidades iminentes de desabamento, além do perigo de eletrocutação das casas construídas em baixo e nas proximidades das torres de energia elétrica da Eletronorte.

“Este mapeamento serve para que a Defesa Civil Municipal faça um planejamento das ações preventivas para atuar com precisão no período de anormalidade; por isso, estamos trabalhando em interação com a comunidade, dentro da política social do prefeito João Castelo, e até mesmo para facilitar os trabalhos que poderão ser desenvolvidos por outras secretarias municipais, como a de Obras e Serviços Públicos, com benefícios à população”, afirmou o secretário municipal de Segurança com Cidadania, Luis Carlos Magalhães.

Segundo a superintendente da Defesa Civil Municipal, Elitânia Barros, na área do Alto do São Sebastião, local onde passa o maior número de torres de energia elétrica, existem cerca de 300 casas, onde moram mais de 2.000 famílias, potenciais receptoras de descargas elétricas que vivem em risco.

“Essas casas deveriam ter sido construídas com, no mínimo, 100m de distância das torres de eletricidade, mas ao contrário dessa prevenção de risco, a maioria delas está localizada debaixo dos fios de alta tensão ou quase coladas às torres, o que significa um grande risco para essas famílias”, avaliou Elitânia.

De acordo com a superintendente, o ideal seria que a Eletronorte desativasse essas torres, transferindo-as para um local seguro e longe das residências. “Esse seria o procedimento correto para evitar que as pessoas levem choque ou sejam vítimas de descargas elétricas de alta voltagem com risco de morte”, alertou.

A Defesa Civil também está diagnosticando a situação das ruas que representam perigo e risco de desabamento no período chuvoso. Outra situação verificada é com relação à coleta regular de lixo para evitar que os dejetos se espalhem nas encostas e causem transtornos quando chover.

Situação de risco também é visível na rua da Paz, na comunidade Alto do São Francisco, no Coroadinho, em frente à Escola Comunitária Criança Feliz, onde também funciona a Associação das Donas de Casa do bairro. O local é uma barreira que interdita a rua e, quando chove, o volume de água é muito grande, segundo os moradores, o que acarreta perigo para as famílias que moram na parte baixa do bairro.

“Nesta rua, é necessário construir uma escadaria com tubulações para o volume de água da chuva escoar sem causar risco para os moradores que residem na parte de baixo”, afirmou o coordenador de Apoio Comunitário da Defesa Civil, Júlio César Correia.

Os técnicos e agentes do órgão também estão coletando informações dos moradores, através da aplicação de um questionário sobre a avaliação de risco e desabamento em cada comunidade do Coroadinho.

A idéia da Defesa Civil é implantar núcleos comunitários para incentivar as pessoas a serem, também, responsáveis pela situação de suas moradias. “O apoio das famílias é importante para que as ações sejam realizadas em regime de mutirão”, afirmou Elitânia Barros.

 

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Entrega de donativos

Com a realização do mapeamento, a Defesa Civil está aproveitando a visita aos moradores para entregar donativos, que ainda não pararam de chegar à sede do órgão, como roupas, calçados e colchões.

Moradora há mais de 20 anos da avenida São José de Ribamar, na Vila São Sebastião, Domingas Rosa Verde vive com a família numa casa de barro e taipa de apenas um cômodo. Ela recebeu as equipes da Defesa Civil e ganhou cesta básica, roupas e calçados. “Este trabalho da Prefeitura é muito importante porque estão avaliando como a gente vive para melhorar nossas condições de moradia”, observou.

O servente Messias de Lima mora com a esposa, Raimunda Cristina Pereira, e uma filha de pouco mais de um ano num casebre da travessa Santa Luzia. A família também recebeu ajuda da Prefeitura. “Esses donativos estão chegando na hora certa; ontem não tínhamos nem o que comer, agora ganhamos até colchões para nossa filha dormir melhor”, finalizou.

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