Treino do Batalhão de Choque do Maranhão tem bombas e desafios emocionais para preparar policiais

 

 

Sirene, bombas, gritos e estresse máximo numa situação de risco. O cenário pode parecer atordoador para cidadãos comuns, mas é assim que o Batalhão de Polícia Choque, da Polícia Militar do Maranhão, treina os participantes do Curso Tático de Motopatrulhamento, realizado desde o dia 15 de janeiro.

Comandante do Choque, tenente-coronel Wellington Araujo. (Foto: Orcenil Jr)

O ambiente reproduz as diversas situações encontradas diariamente pelas equipes do Choque e busca o melhor aproveitamento da situação de risco que muitas vezes envolve reféns e perigo para civis. Ao todo, 34 policiais militares iniciaram o curso, sendo dois deles vindos da Policia Militar do Piauí, mas após uma semana de treinamento intenso, apenas 23 permanecem entre os “soldados” do curso.

“O curso tem duração de 45 dias e visa qualificar mais ainda o policial que trabalha utilizando veículo duas rodas a prestar um serviço mais eficiente, alcançando a eficácia. Durante o curso, eles têm instruções de técnicas de pilotagem, tiro embarcado em motocicletas, além de disciplinas como Direitos Humanos, instruções de defesa pessoal, manuseio de armamento de menor potencial ofensivo, entre outros”, explica o comandante do Choque, tenente-coronel Wellington Araujo.

Na série de conhecimentos e treinos, os policiais têm aulas de combate corpo a corpo, combate a incêndio, tiro tático, noções de explosivos (tipos, manuseio, desarmamento), gerenciamento de crise, tiro de precisão, técnicas especiais de abordagem, moto patrulhamento tático, manuseio de componentes químicos e das armas de incapacitação neuromuscular – no caso da PM maranhense, a Taser e a Spark.

“Durante o curso, os policiais passam por diversas avaliações, sendo testados física e psicologicamente, treinando o emocional e o autocontrole. Aqui eles são testados até o limite, fazendo treinamentos que elevem seus domínios em ambientes hostis que não se diferenciam em nada das situações reais”, afirma o comandante do Choque.

Entre os 23 policias restantes no curso, está o cabo do Choque Maranhão o Cabo Aragão. (Foto: Orcenil Jr)

Entre os 23 policias restantes no curso, está o cabo do Choque Maranhão Jailson Aragão, o Cabo Aragão, que é o aluno 21 no treinamento e destaca a importância de receber o treinamento do curso. “Aqui é uma oportunidade ímpar por ser o primeiro curso de motopatrulhamento tático realizado no Maranhão.  Já integro o Esquadrão Águia do Choque e estou aqui para buscar o aprendizado prático e teórico com a simulação de ocorrências que nós encontramos na rua”, conta.

Alto grau de estresse

Durante o curso, os policias também participaram da oficina de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (IMPO), que treina os policias a agirem em situações com alto grau de estresse usando o emprego das armas de choque que servem para imobilizar os suspeitos.

“Desde 2009, a PM do Maranhão conta com as armas de choque (Taser e Spark) na reserva de armamento. E em todos os cursos de capacitação é feita uma oficina para o correto manuseio do armamento”, conta o major do Choque Paulo Ananias, que é um dos instrutores da oficina.

Ainda segundo o major, a oficina é realizada para testar os limites dos soldados a fim de prepará-los para situações de grande pressão. “Nós reproduzimos ambientes hostis muito parecidos com os que os policias encontram nas ocorrências para que eles recebam a situação de risco e respondam de acordo com o treinamento, dando instruções e corrigindo os erros na mesma hora”, explica Major Ananias.

Quem também participa do treinamento é o soldado Jadiel Miranda, da PM do Piauí. “São momentos como esse que nós devemos aproveitar; o treinamento realizado pela Polícia do Maranhão é muito valorizado em outros estados e no Piauí não é diferente. Uma grande chance de adquirir conhecimento e dividir o que foi aprendido aqui com os outros companheiros de farda, ajudando na segurança do meu estado”, afirma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte: governo do estado

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