TRE mapeia número de zonas eleitorais que serão extintas no interior do MA

Presidente do TRE, Raimundo Barros, diz que extinção de zonas no interior é preocupante porque pode levar prejuízos a eleitores que precisem de atendimento da Justiça Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ainda não tem definido o número de zonas eleitorais que serão extintas no interior do Maranhão. Por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) zonas eleitorais com até 70 mil eleitores em cidades do interior devem ser extintas.

O presidente do TRE, desembargador Raimundo Barros, diz que essa determinação é preocupante porque no interior do Maranhão haverá prejuízo no atendimento da população.

“A nossa preocupação maior é com os municípios do interior porque o eleitor ser remanejado de zonas eleitorais na capital não causa tanto prejuízo. Mas municípios distantes como Tasso Fragoso, Alto Parnaíba, São Vicente Férrer, Timbiras que se tirar o atendimento da Justiça Eleitoral, os eleitores passarão a ser atendidos nos municípios mais próximos que às vezes não estão tão próximos”, afirmou Barros.

Ainda não há definição quantas zonas serão extintas. Um mapeamento está sendo feito pelo TRE conforme os critérios – que são populacionais – estabelecidos pelo TSE.

O que o TRE prevê é que a redução de zonas no interior é bem maior do que o que ocorreu em São Luís.

Enquanto isso, a direção do tribunal busca apoio pra evitar a extinção das zonas no interior. “Nós estamos renovando as esperanças a cada semana porque todo quer evitar que os municípios do interior sejam atingidos”, afirmou Raimundo Barros.

O presidente do TRE já buscou apoio dos deputados estaduais em visita a Assembleia Legislativa. O presidente do Legislativo Estadual em exercício, Othelino Neto (PCdoB), se comprometeu em contribuir.

O TRE também buscou apoio da bancada federal do Maranhão em Brasília. O presidente do tribunal disse que há uma reunião marcada para debater o assunto dia 13 de junho.

Na capital, São Luís, das 9 zonas existentes (1ª, 2ª, 3ª, 10ª, 76ª, 88ª, 89ª, 90ª e 91ª), 3 já foram extintas: a 88ª, 90ª e 91ª, cujos eleitores foram remanejados para 76ª, 10ª e 1ª, respectivamente, para que as demais ficassem com a média de 100 mil eleitores cada, de acordo com o que estabelece o TSE nas normas citadas acima.

A redução no número de zonas eleitorais é apontada como uma necessidade para redução de gastos. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, disse que somente com a extinção de 72 zonas eleitorais nas capitais houve uma economia de R$ 13 milhões.

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