Teto de refeitório de escola infantil desaba e deixa 20 feridos em SP

Vinte pessoas ficaram feridas após o teto da Escola Municipal Infantil Diomira Napoleone Paschoal, em Agudos (SP), desabar na manhã desta quarta-feira (18), segundo informações do Corpo de Bombeiros.

Ao todo, 16 crianças foram atendidas na Unidade de Pronto-Atendimento de Agudos (UPA) e também no posto de saúde, além de quatro adultos – três professores e uma funcionária da escola.

Os adultos e quatro das 16 crianças foram transferidos para um hospital em Bauru e ainda passam por avaliação médica. Já os atendidos somente na UPA e no posto de saúde já receberam alta.

A escola é um berçário que atende crianças 130 crianças com idades entre seis meses e 4 anos.

“As crianças estão sob controle, elas sofreram escoriações e duas estão com cortes – uma na cabeça e outra no braço – mas, já receberam atendimento. As mães chegaram bastante nervosas, com razão, mas estamos com uma força-tarefa aqui. Médicos do hospital também vieram para cá, se juntaram à nossa equipe para dar o atendimento que essas crianças precisam”, disse o coordenador da UPA, Régis Pauletti.

O prefeito de Agudos, Altair Francisco Silva (PRB), está em São Paulo. O vice-prefeito, Jaime Caputti (PR), se manifestou sobre o acidente e disse que a prioridade é o atendimento das vítimas, mas afirmou que as causas do desabamento serão investigadas.

“Está sendo feita uma força-tarefa para atender todas as vítimas e também para fazer a limpeza do local, os escombros serão removidos [e levados] para análise. O telhado passou por uma reforma há pouco anos, e no ano passado foi feita uma limpeza no local. Por isso, tudo tem que ser apurado. Se não foi uma fatalidade, se houve imprudência, as medidas cabíveis serão tomadas, porque esse tipo de coisa não pode acontecer”, disse o vice-prefeito.

Caputti afirmou ainda que as crianças devem ser transferidas para outro local – ainda não informado – e que as atividades não serão prejudicadas.

Funcionários da escola contam que, após o desabamento do teto do refeitório, correram para tirar as crianças que tomavam lanche no local.

“Eu saí do refeitório para levar um medicamento na minha mesa e ouvi o barulho. Voltei e tinha desabado tudo. Nisso, começamos a tirar as crianças, e o Samu chegou pouco tempo depois”, conta a auxiliar de enfermagem Girlene dos Anjos.

A servente Camila Silva Costa também ajudou a retirar as crianças do local.

“Tudo foi caindo em uma sequência, e a gente correu para tirar as crianças debaixo dos escombros.”

A creche fica ao lado da Secretaria de Educação e Cultura, no mesmo prédio onde fica o almoxarifado da prefeitura.

Viaturas do Corpo de Bombeiros e ambulâncias foram encaminhadas ao local, que foi isolado para a retirada dos feridos e para o trabalho da Defesa Civil.

“A primeira preocupação foi salvar as vítimas. Por isso, é feito um meticuloso trabalho de varredura completa da área dos escombros. Quando a primeira equipe chegou, ainda havia vítimas”, explica Gustavo Bonifácio, tenente do Corpo de Bombeiros.

Pais de alunos também foram até o local em busca de informações. Patrícia Cavalcante foi uma delas. Ela foi avisada para buscar a filha Valentina, de 3 anos, que não se feriu. “Graças a Deus não aconteceu nada com a minha filha, mas estou desesperada pelas outras mães.”

Os pais e as crianças que não se feriram foram levados para o salão de uma igreja que fica perto da escola.

A prefeitura informou que, em janeiro do ano passado, a escola foi interditada por causa de estragos causados pela chuva. O prédio foi entregue reformado em julho, e as atividades foram retomadas no dia 10 do mesmo mês.

Fonte: G1

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