Surto de meningite é descartado em São Luís

Dois casos de morte por meningite foram registrados nos últimos dias no município de São Luís. As vitimas foram identificadas como Lucas Martins, 21 anos, que morreu no último dia 27 de fevereiro e Deborah Sales, 17 anos, que morreu no dia 3 de março.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou os dois casos, .sem qualquer tipo de vínculo entre si e informou ainda que a Superintendência de Epidemiologia e Controle de Doenças descartou a existência de um surto de meningite na capital.

A confirmação dos dois casos foi feita pela equipe médica dos hospitais com base nos critérios de definição de casos suspeitos com presença de petéquias (meningococcemia).

A SES esclareceu ainda que os hospitais, pertencentes à rede privada da saúde, não informaram os casos ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), o que impossibilitou a confirmação via exame laboratorial. As famílias e demais pessoas que tiveram contato com as vítimas foram avaliadas e receberam a medicação para a quimioprofilaxia, seguindo Protocolo do Ministério da Saúde.

A doença

A meningite é caracterizada por um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinal, e pode ser causada por agentes infecciosos como bactérias, vírus, parasitas e fungos. Com maior incidência durante o verão, a meningite viral (ou asséptica), frequentemente causada pelo enterovírus, é mais comum em crianças e costuma evoluir rapidamente e sem complicações.

Entre os principais sintomas estão febre alta abrupta, dor de cabeça intensa e contínua, vômito e náuseas, rigidez na nuca e dificuldade para dobrar o pescoço e encostar o queixo no peito. Pode haver também o aparecimento de manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Em crianças menores de um ano de idade, esses sintomas clássicos podem não se manifestar. Por isso, é importante ficar atento a um comportamento marcado pelo excesso de irritabilidade e inquietação, choro persistente, grito ao ser manipulada, recusa alimentar – acompanhada ou não de vômitos -, convulsões e identificar se a moleira está tensa ou elevada.

Para confirmar o diagnóstico, é necessário realizar uma avaliação clínica do paciente e conduzir o exame do líquido cefalorraquidiano (liquor), que envolve o sistema nervoso, para identificar o tipo de agente infeccioso.

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