STF pede agilidade no julgamento dos acusados da morte de Décio Sá

O Supremo Tribunal Federal (STF) fez uma recomendação para que a Justiça do Maranhão de mais agilidade ao julgamento dos acusados da morte do jornalista Décio Sá, que foi assassinado a tiros em abril de 2012 em um bar na Avenida Litorânea em São Luís.

Até agora, a Justiça condenou apenas o assassino confesso Jhonathan de Sousa Silva a 27 anos de prisão e Marcos Bruno Silva de Oliveira, o ‘Amaral’, responsável por dar fuga a Jhonathan a 18 anos de reclusão.

A recomendação do STF é em respeito ao julgamento dos outros acusados, os agiotas Gláucio Alencar Pontes de Carvalho, o pai dele José Alencar Miranda de Carvalho e José Raimundo Sales Júnior, conhecido como ‘Júnior Bolinha’.

Dos três acusados, Júnior Bolinha é o único que continua preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. José Alencar Miranda de Carvalho cumpre prisão domiciliar por conta de problemas de saúde. O filho dele, Gláucio Alencar deixou a prisão em março deste ano depois de uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Ele também cumpre prisão domiciliar e é monitorado por tornozeleira eletrônica.

Entenda o caso

O jornalista Aldenísio Décio de Sá, conhecido como ‘Décio Sá’, foi assassinado em um bar da Avenida Litorânea em abril de 2012. Ele tinha 42 anos e era repórter da editoria de polícia do jornal O Estado do Maranhão, e possuía um blog sobre o assunto que era um dos mais acessados no estado.

De acordo com a polícia, a motivação do crime teria sido uma postagem que ele fez em seu blog sobre o assassinato do empresário Fábio Brasil na cidade de Teresina, no Piauí.

As investigações apontam que os envolvidos no assassinato faziam parte de uma quadrilha de agiotas, que emprestava dinheiro para financiar campanhas de candidatos a prefeito que pagavam a dívida com dinheiro público quando venciam as eleições.

Cidadeverde.com

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