Semana de enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes tem início no MA

Imperatriz reuniu palestrantes que confirmaram que a maioria dos casos de violência contra o jovem grupo tem uma pessoa próxima como agressor.

A “Semana de Enfrentamento da Violência Contra Crianças e Adolescentes” teve início no município de Imperatriz, a 626 km de São Luís. Durante o evento, palestrantes confirmaram que a maioria dos casos de violência contra o jovem grupo tem uma pessoa muito próxima envolvida, que na maioria das situações é um parente que consegue coagir a vítima.

Segundo a professora Maria Antônia Reis, a vergonha, o medo da repressão e até do abandono fazem muitas vítimas se manterem caladas e é na escola que elas devem encontrar o primeiro amparo para denunciar. “Nós trabalhamos tentando conscientizar as crianças a respeito do abuso para que ele não se cale, para que ele fale, para não temer e ter a gente, nós da escola, como apoio porque nós estamos sempre do lado dele apoiando no que for necessário

A programação está sendo realizada pela Rede de Enfrentamento da Violência Contra Crianças e Adolescentes, e marca a abertura da semana oficial de enfrentamento a este tipo de crime que no município tem apresentado números considerados assustadores.

Segundo os dados do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), no ano passado foram registrados 250 casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes em Imperatriz. Este ano, até o último dia 30 de abril, foram registrados 80 casos, sendo que em 56 houve violência sexual e na maioria dos casos o agressor é o pai ou padrasto da vítima.

A coordenadora do Creas, Jucilene Reis, afirma que é importante a união de forças para combater esses crimes. “É muito primordial que toda a sociedade civil, as instituições abraçarem essa causa porque juntos poderemos dizer um não a esse crime hediondo”, explicou.

A ação que marca as programações da “Semana de Enfrentamento da Violência Contra Crianças e Adolescentes” contou com a participação de estudantes de escolas públicas, professores e coordenadores pedagógicos das instituições de ensino da rede pública.

O objetivo é denunciar o problema e incentivar novas denúncias para que os agressores sejam punidos.

FONTE: G1

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