São Luís 405 anos: Com despoluição, Lagoa da Jansen deixa de receber 3 piscinas olímpicas de esgoto por dia

O equivalente a três piscinas olímpicas por dia. Essa é a quantidade de esgoto que, recentemente, deixou de ser jogada na Lagoa da Jansen graças às obras do Governo do Maranhão. Com o Programa Mais Saneamento e uma série de outras ações, a gestão estadual tem garantido a recuperação progressiva da Lagoa da Jansen, além de rios e praias da capital, o que marca as comemorações dos 405 anos de São Luís.

“Esse é um trabalho inédito porque não estamos simplesmente fazendo uma limpeza. Estamos eliminando os pontos de lançamento de esgotos, oferecendo uma rede coletora e de tratamento e proporcionando que a própria natureza se recupere”, explica o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Carlos Rogério.

Somente da Lagoa da Jansen, já foram retirados 70 pontos de lançamento de esgoto in natura. Os dejetos agora são recolhidos pela rede da Caema que, com emissários, rede coletora e duas estações elevatórias, direciona esse fluxo para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Jaracati. Para se ter ideia do impacto das construções, em funcionamento há pouco mais de um mês, são mais de oito milhões de litros de esgoto que deixaram de ser jogados diariamente na Lagoa da Jansen, volume semelhante ao de três piscinas olímpicas.

“Hoje essa rede tem uma vazão de 194 litros por segundo. Já tínhamos muitos prédios ligados à rede de esgoto, mas estima-se que desse total que agora é recolhido, aproximadamente 100 litros por segundo ainda estavam sendo despejados”, detalha Carlos Rogério.

“Já identificamos que ainda existem cerca de 10 pontos remanescentes. Perto da quantidade que existia, eles não geram mais nenhum grande impacto”, afirma o presidente da Caema. “Mas nós estamos combatendo o problema com uma blitz realizada em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros”, completa. Ele reafirma que a meta é eliminar todos os pontos de emissão de esgoto.

As blitzen são realizadas todas as segundas-feiras e, de acordo com a gerente de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Caema, Laís Moraes Rego, já são visíveis os sinais de recuperação da natureza. “Nesse curto espaço de tempo, o que já se percebe é a diminuição do odor que era característico em toda aquela região”, diz Laís. “Um outro sinal visível é a diminuição da eutrofização, que era a proliferação de algas que pareciam grandes tapetes verdes e que se multiplicavam devido à grande quantidade de esgoto”, acrescenta.

Praias

Com o trabalho desenvolvido por meio da Caema e da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), as praias que há anos tinham níveis perigosos de poluição agora apresentam melhoria nos índices de balneabilidade.

“Iniciamos uma importante obra que é a de retirada de pontos de lançamento de esgoto no Rio Calhau, que é de onde vem atualmente a maior concentração de esgoto para as praias”, conta o presidente da Caema. “Antes disso já foram feitas obras no Rio Pimenta e Rio Claro e continuamos trabalhando, é um processo longo”, informa.

A ampliação da rede de esgoto em São Luís e em todo o estado tem sido realizada desde 2015. Por meio do programa Mais Saneamento, o Governo do Maranhão está investindo R$ 350 milhões para que a Região Metropolitana possa sair dos 6% de esgotos tratados, como era há dois anos, para patamares de 70%.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

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