Professores de São Luís decidirão sobre nova greve

Caso os docentes aprovem paralisação das atividades, em assembleia no próximo sábado, 27, o calendário de atividades da rede pública será ainda mais prejudicado; há escolas que ainda não iniciaram as aulas

 

SÃO LUÍS ­ Os professores da rede pública de São Luís decidirão, no sábado, 27, às 8h30, em assembleia a ser realizada na sede do Legislativo Estadual (no Cohafuma), se entrarão ou não em greve por tempo indeterminado. Caso os docentes aprovem a paralisação das atividades, o calendário de atividades da rede pública deverá ser ainda mais prejudicado, já que algumas escolas não iniciaram o calendário de aulas previsto para 2017.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação), a categoria ainda não teve o reajuste salarial, segundo eles, previsto em lei. Os docentes querem uma elevação de 7,64% nos vencimentos. No entanto, ainda não houve acordo entre os trabalhadores e a prefeitura de São Luís ­ por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Segundo a direção do Sindeducação, as reuniões entre o poder público e os professores ocorrem desde o início do ano. No entanto, de acordo com a entidade, a Prefeitura alega dificuldades financeiras para atender às demandas. “Os trabalhadores decidirão, de forma soberana no próximo sábado, o destino da categoria. É importante destacar que somente há prejuízos à população devido à situação da Prefeitura”, disse a presidente do Sindeducação, Elisabeth Castelo Branco.

Os trabalhadores decidirão, de forma soberana no próximo sábado, o destino da categoria. É importante destacar que somente há prejuízos à população, devido à situação da Prefeitura”Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação.

Caso a greve seja aprovada, além da suspensão das atividades na rede pública municipal, os docentes também deverão cumprir uma série de ações, como passeatas e manifestações em frente à sede da Prefeitura, situada ao lado da Praça Pedro II. Ainda de acordo com o Sindeducação, se autorizada, a paralisação das atividades deverá valer a partir da semana que vem.

Enquanto isso…

Enquanto os professores decidem, ou não, se suspendem as atividades, algumas escolas de São Luís ainda estão fechadas e sem previsão para o início do calendário em 2017. Um exemplo disso é a Escola Darcy Ribeiro, na Avenida dos Africanos, que ainda está sem aula. De acordo com a direção da unidade escolar, há uma previsão – sem confirmação oficial por parte da Semed – para a retomada das aulas na semana que vem. A direção não soube informar, inicialmente, como será feita a reposição das aulas.

Sem a retomada das aulas, o cenário da escola é de salas com cadeiras amontoadas, além de entulhos na entrada da unidade. Em outubro do ano passado, a escola Darcy Ribeiro foi alvo da ação de vândalos, que incendiaram parte da estrutura da unidade. O episódio motivou, inclusive, a visita do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que esteve na capital maranhense às vésperas do pleito eleitoral para vistoriar a escola, que sedia uma zona eleitoral.

Relembre

Os professores da rede pública municipal entraram em greve, em 2016, no fim do mês de maio. À época, os trabalhadores queriam reajuste nos salários de 11,67%. Em contrapartida, a Prefeitura oferecia 10,67%, em duas parcelas. Os docentes rejeitaram a proposta e a questão precisou ser mediada pelo Poder Judiciário. Os trabalhadores, após negociações, voltaram às salas de aula apenas no início do mês de julho.

De acordo com o Sindeducação, pelo menos 80% das escolas públicas da cidade estão em situação degradante. Ao todo, a rede pública oferece 281 unidades escolares à população.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de São Luís não se manifestou sobre a possibilidade de greve dos docentes.

NÚMEROS

281 é o total de escolas públicas do Município em São Luís

7,64% é o reajuste solicitado pelos docentes Fonte: Sindeducação

 

 

 

FONTE: IMIRANTE.COM

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