Policial militar é preso após depor sobre contrabandistas

 

Prossegue as investigações sobre a quadrilha preso no Quebra-Pote; SSP teria pedido autorização ao TJ para ouvir deputados citados por ex-vice prefeito em vídeo

 

O soldado da Polícia Militar, Patrick Sérgio Moraes Martins, lotado no 21º Batalhão da Polícia Militar, foi preso ontem pela Superintendência Estadual de Combate a Corrupção (Seccor). De acordo com as informações da polícia, Patrick Moraes é acusado de fazer parte da organização criminosa especializada em carga contrabandeada.

Na madrugada do dia 22 de fevereiro, parte desse bando foi presa em um sítio, no povoado Arraial, no Quebra-Pote, zona rural de São Luís. No local, foram apreendidos veículos, armas de fogo, munição e grande quantidade de carga de cigarro e uísque, segundo a polícia, avaliada em torno de R$ 2 milhões.

A polícia informou, também, que Patrick Moraes foi ouvido pela equipe de delegados da Seccor e logo depois foi encaminhado ao presídio da Polícia Militar, no comando geral, no Calhau, onde vai ficar preso à disposição do Poder Judiciário. A polícia não revelou à imprensa o teor do depoimento do militar.

Também estão presos o coronel da Polícia Militar Reinaldo Elias Francalanci; ex-superintendente estadual de Investigações Criminais (Seic), delegado Thiago Bardal; o advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo; o ex-vice prefeito de São Mateus, Rogério Sousa Garcia; ex-subcomandante do 21º Batalhão da Polícia Militar, major Luciano Fábio Rangel; o sargento Joaquim Pereira de Carvalho Filho, soldado Fernando Paiva Moraes Júnior; soldado Paulo Ricardo Carneiro Nascimento; José Carlos Gonçalves; Éder Carvalho Pereira; Edmilson Silva Macedo, Rodrigo Santana Mendes

 Ainda segundo a polícia, até a tarde de ontem não havia se apresentado o sargento Jonilson Amorim, que também era lotado no 21º Batalhão de Polícia Militar, e os policiais civis, identificados como Evandro da Costa Araújo e Franklin Loura Nogueira. Eles também tiveram a prisão preventiva decretada na última sextafeira pelo juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de São Luís, Ronaldo Maciel, por envolvimento nessa ação criminosa.
Os advogados de defesa de Ricardo Belo impetraram, no fim de semana, um pedido de habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Maranhão, que foi denegado pelo desembargador plantonista, Kleber Costa Carvalho.

Solicitação

A Rádio Mirante AM divulgou ontem que a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP) teria solicitado ao Tribunal de Justiça do Maranhão permissão para que uma equipe da Seccor possa ouvir ainda este mês os deputados estaduais citado no áudio do ex-vice prefeito de São Mateus.

Esse áudio foi divulgado na última sexta-feira e nele Rogério Sousa declina a participação no esquema de dois deputados, um coronel e até mesmo um secretário de estado do atual governo. No áudio, Rogério Garcia conversa com um interlocutor não identificado. Durante a conversa, ele pede ao amigo que tenha mais um pouco de paciência para “comer este veneno. Veneno grande”.

Ele estaria utilizando da sua influência política à nível do Governo para contornar a situação, que provavelmente seria resolvida até o mês de abril e que já teria conversado com “o secretário” e com mais dois “deputados”.

Rogério Garcia também mencionou o nome de um coronel da Polícia Militar, que estaria ajudando a resolver essa problemática. Ele chegou a reclamar do trabalho que está sendo realizando pelo tenente-coronel Harlan, na área do Quebra-Pote, que estaria deixando o bando sem proteção.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, afirmou que esse áudio foi feito pelo ex-vice prefeito de São Mateus, que, inclusive, foi ouvido na Seccor na sexta-feira, 3, mas não declinou os nomes dos parlamentares, assim como do coronel.

Entenda o caso

Dia 22 de fevereiro: uma operação da Polícia Militar acabou desarticulando uma organização criminosa especializada em carga de contrabando oriunda do Suriname. A base desse bando era um sítio, no povoado Arraial, no Quebra-Pote, onde foram presos o ex-vice prefeito de São Mateus, Rogério Sousa Garcia; ex-subcomandante do 21º Batalhão da Polícia Militar, major Luciano Fábio Rangel; o sargento Joaquim Pereira de Carvalho Filho, soldado Fernando Paiva Moraes Júnior; José Carlos Gonçalves; Éder Carvalho Pereira; Edmilson Silva Macedo, Rodrigo Santana Mendes. Ainda no local, foi apreendido arma, munição, veículos e carga de cigarro e uísque.

 

Dia 23 de fevereiro: Polícia Militar descobre mais um galpão com carga de contrabando dessa organização criminosa, no bairro da Vila Esperança, e solicita prisão do delegado Thiago Bardal.

Dia 24 de fevereiro: A equipe da Seccor se concentra nas investigações sobre a quadrilha de contrabando.

Dia 26 de fevereiro: O Juiz da 1ª Vara Criminal de São Luís, Ronaldo Maciel, converteu a prisão em flagrante em preventiva dos envolvidos presos, no Quebra Pote.

Dia 27 de fevereiro: O advogado Ricardo Belo presta esclarecimento para a equipe da Seccor.

Dia 2 de março: Delegado Thiago Bardal e o advogado Ricardo Belo foram presos em cumprimento a mandado judicial como ainda foi descoberto mais um galpão com carga de contrabando, no Rio Grande.

Dia 3 de março: O coronel Francalanci e o soldado Paulo Ricardo Carneiro Nascimento foram presos e apresentados na Seccor.

Dia 5 de março: o soldado Patrick preso e levado para o presídio militar, no Calhau.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: IMIRANTE.COM

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