Polícia pede prisão de dois suspeitos na morte de estudante de doutorado em Niterói, RJ

Divisão de Homicídios diz que pelo menos quatro participaram do crime. ‘Estamos fazendo o rastreamento do veículo’, afirma delegado.

A Divisão de Homicídios de homicídios identificou, nesta segunda-feira (29), duas pessoas suspeitas de participarem da morte do estudante de doutorado Rafael Lage, de 40 anos, depois de um assalto a um bar em Niterói, na Região Metropolitana. As informações são do RJTV.

O delegado Allan Duarte, chefe de investigação, afirmou que já pediu a prisão dessas duas pessoas. “Sabemos que pelo menos quatro participaram dessa empreitada criminosa”, explicou ele. “Estamos fazendo o rastreamento do veículo dos bandidos”, disse.

“Esses criminosos tentaram fazer a mesma coisa em vários locais, desistiram, e quando chegaram no Ingá, eles conseguiram. A nossa linha de investigação mais forte é de latrocínio”, pontuou Duarte.

A polícia já sabe que eles usaram um Uber durante o assalto. Depois do tiro, na confusão, o motorista do aplicativo conseguiu escapar. “O Uber foi vítima, não participou da empreitada criminosa”, explicou Allan Duarte.

Aumento de violência
Os depoimentos de vários moradores comprovam que a violência aumentou na região. Os roubos subiram 34,5%,na comparação dos números de abril deste ano, 889 casos, com abril do ano passado (659 casos).

Já o roubo de carro teve um aumento ainda maior. 125 casos em abril do ano passado, e 233 em abril deste ano. O crescimento foi de mais de 86%.

E os números podem ser ainda maiores. Devido à paralisação de algumas atividades da Polícia Civil, finalizada em 07 de abril, houve uma atípica subnotificação de determinados delitos nos primeiros meses do ano. Uma parte dos registros on-line que foram efetuados nesse período começou a ingressar no sistema da Polícia Civil no mês de março, passando a fazer parte das estatísticas do delito nos meses de março e abril. Os dados divulgados pelo ISP correspondem à data da comunicação do fato. Os títulos de Letalidade Violenta (Homicídio Doloso, Latrocínio, Homicídio Decorrente de Oposição à Intervenção Policial e Lesão Corporal Seguida de Morte) e Roubo de Veículo não foram afetados, pois os registros desses delitos continuaram a ser feitos nas delegacias.

No dia do crime, pouco depois das 23h, um carro parou e alguns homens desceram armados. Rafael não reagiu, apenas levantou da mesa e foi atingido no peito. Morreu a caminho do hospital.

“Ninguém estava entendo. Ninguém estava entendendo. A gente olhou e viu esses meninos. Eram uns moleques, né? Foi muito rápido. Uma arma era de brinquedo. A gente olhou para trás. Acho que apontou para mim, pediu para fazer silêncio e olhou para o Rafael e atirou”, contou a namorada Daniele de Andrade Cardoso.

 

FONTE: G1

 

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