Polícia ainda investiga motivo que teria levado policial civil a matar a irmã

Suspeito foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e permanece internado. Por mais de um ano, Fernando ficou afastado do trabalho por problemas de saúde.

polícia do Rio ainda investiga os motivos que teriam levado o policial civil Fernando Rogério de Souza Melo, 49 anos, a matar a própria irmã, Glória Fabiane de Souza Melo, de 47, na noite de domingo (8). Fernando era policial civil desde 1994 e Glória, desde 2010.

“Já sabemos que as brigas entre eles eram frequentes e pioraram depois da morte dos avós, que deixaram a casa de herança. Parece que Glória queria vender a casa e ele não concordava, mas não podemos afirmar neste momento que a casa foi o motivo do crime”, explicou o delegado Fábio Cardoso, titular da Divisão de Homicídios (DH).

Gloria morava no primeiro andar da casa e Fernando no terceiro pavimento. No domingo (8), ele foi à casa dela por volta das 15h e os dois discutiram. Por volta das 20h, Fernando voltou ao local, houve nova discussão e ele atirou contra ela, matando-a com seis tiros no tórax. O policial foi indiciado por homicídio triplamente qualificado (feminicídio, por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima).

A polícia está apurando também se ele era mesmo colecionador de armas: 11 foram arrecadadas na casa, além da arma de Glória, que estava dentro de um armário e não foi usada. “Não houve tiroteio, apenas ele atirou”, disse o delegado.

Somente o laudo pericial poderá esclarecer qual arma ele usou para cometer o crime. Ainda segundo o delegado, após balear a irmã, Fernando foi para os fundos da casa e efetuou mais disparos contra uma parede.

Ao ser detido, ele foi levado para a 10ª DP (Botafogo), mas apresentava oscilações de humor e precisou ser levado para o hospital. Encaminhado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, ele depois foi transferido para o Instituto Phillipe Pinel, em Botafogo, onde está custodiado. Ele só será ouvido depois de receber alta médica.

A mulher de Fernando disse aos agentes que ele fazia uso de medicamentos, supostamente para dormir, mas não soube dizer se ele fazia fim tipo de acompanhamento médico.

Entre dezembro de 2014 e março de 2016 Fernando ficou em licença médica, mas a DH ainda não sabe que problema de saúde motivou esse afastamento.

“Acredito que o irmão mais velho dele poderá nos dar mais detalhes sobre possíveis problemas psiquiátricos do Fernando, bem como aguardamos a avaliação dos especialistas do [Instituto] Phillipe Pinel”, afirmou Cardoso, acrescentando que ele foi avaliado 12 vezes durante a licença, e em uma dessas ocasiões o perito recomendou que o porte de arma de Fernando fosse suspenso:

“Mas depois essa recomendação foi retirada, permanecendo apenas a orientação para readaptá-lo, que significa dar funções mais simples, perto de casa e fora da escala de plantões”.

Movimentação policial em Humaitá, no Rio de Janeiro (RJ). Um policial civil foi preso na noite de domingo (8) suspeito de matar a própria irmã, que também era policial, a tiros após uma briga dentro de casa. O desentendimento foi motivado por uma discussão envolvendo o inventário de uma casa da família (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Movimentação policial em Humaitá, no Rio de Janeiro (RJ). Um policial civil foi preso na noite de domingo (8) suspeito de matar a própria irmã, que também era policial, a tiros após uma briga dentro de casa. O desentendimento foi motivado por uma discussão envolvendo o inventário de uma casa da família (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)

 

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