Palestra alerta para importância do diagnóstico e tratamento da hanseníase

O Governo do Estado reforça a importância do diagnóstico precoce e tratamento da hanseníase. Em alusão ao Janeiro Roxo, que chama atenção para combate da doença, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Hospital Aquiles Lisboa orientou, nesta quinta-feira (26), pacientes que passaram pela unidade, com a palestra educativa “Aspectos gerais da Hanseníase e mostra de indicadores de 2016 do Programa de Combate à Hanseníase”.

Na unidade, uma programação voltada para esclarecimentos sobre a doença é desenvolvida durante o Janeiro Roxo. De acordo com o diretor do hospital, Raul Fagner Silva, o objetivo da ação, que teve início na última quarta-feira (25), é multiplicar informações sobre diagnóstico e tratamento da hanseníase.

“Nossa programação é voltada principalmente para o público. Resolvemos fazer parte dela em nossa sala de espera, porque o fluxo de pessoas é alto e o nosso objetivo é fazer com que as pessoas fixem aquela informação e sejam multiplicadoras, sabendo identificar possíveis casos de hanseníase entre seus familiares, por exemplo, e orientando-os a buscar tratamento”, explicou o diretor, Raul Fagner.

Com a palestra Aspectos Gerais da Hanseníase e mostra de indicadores de 2016 do PCH do Hospital Aquiles Lisboa, ministrada pela coordenadora do Programa da Hanseníase, a enfermeira Priscila Martins, a SES amplia o alcance das informações e estimula o cuidado com a saúde. “Conversamos com esses pacientes sobre os aspectos gerais da hanseníase. Tivemos um bom público, cerca de 200 pessoas, e estamos confiantes de que eles conseguirão transmitir essas informações, colaborando para que mais casos de hanseníase sejam notificados”, disse.

O Janeiro Roxo na unidade inclui, ainda, capacitações para os profissionais que atuam no hospital. “Abrimos a programação com um dia de capacitação para nossos profissionais, focando na importância do trabalho com uma equipe multiprofissional para tratar o paciente com hanseníase, ressaltando como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas e demais profissionais da área de saúde podem facilitar a volta desse paciente a uma vida normal”, disse Raul Fagner.

De acordo com a Coordenação Estadual do Programa de Hanseníase, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), somente em 2016, foram registrados 2.023 casos da doença, destes, 278 são menores de 15 anos.

Profissionais de saúde do Hospital Aquiles orientam sobre prevenção e tratamento da hanseníase. (Foto: Julyane Galvão)

Profissionais de saúde do Hospital Aquiles orientam sobre prevenção e tratamento da hanseníase. (Foto: Julyane Galvão)

No Hospital Aquiles Lisboa, 103 pacientes realizam tratamento especificamente da hanseníase. Além da unidade, os pacientes podem buscar tratamento nas unidades básicas de saúde, e os casos mais sérios são direcionados aos centros de referência, como Hospital Aquiles Lisboa e o Centro de Saúde Genésio Rêgo, ambos do Estado.

Sobre a hanseníase

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, e que, se tratada, tem cura. A transmissão se dá pelas secreções das vias aéreas superiores e por gotículas de saliva. Embora seja uma doença basicamente cutânea, pode afetar os nervos periféricos, os olhos e, eventualmente, alguns outros órgãos.

De acordo com a enfermeira Priscila Martins, os principais sintomas são as manchas espalhadas pelo corpo. “A doença se manifesta através de manchas na pele de cor parda, esbranquiçadas ou eritematosas, às vezes pouco visíveis e com limites imprecisos. Onde tem essas manchas, o paciente não tem sensibilidade. Também pode aparecer dormência em algumas regiões do corpo causada pelo comprometimento da enervação”, explicou. Outros sintomas são comprometimento dos nervos periféricos e aparecimento de caroços ou inchaço nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos.

O tratamento da hanseníase é feito por via oral, com poliquioterapia (PQT), um coquetel de antibióticos, fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde nas Unidades Básicas de Saúde sob a supervisão de médicos ou enfermeiros. “O mais importante do paciente com hanseníase é buscar logo o tratamento, porque quando ele inicia o tratamento, logo ele deixa de transmitir a doença”, disse.

A profissional também ressalta a importância de manter o tratamento, para que a doença não volte a se manifestar. Foi o caso de José dos Santos, de 74 anos, que iniciou o tratamento há aproximadamente 30 anos e abandonou assim que melhorou. “Eu fiz o tratamento há muito tempo e depois relaxei, porque a doença sumiu. Quando foi agora, voltaram a aparecer umas manchas. Mas tratei logo de vir ao médico para saber a situação e, graças a Deus, está sob controle. Vou continuar o tratamento e aguardar me curar definitivamente”, contou o aposentado.

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

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