Padre Fabio de Melo pede perdão após polêmica sobre macumba

O padre Fábio de Melo usou as redes sociais, nesta quinta-feira, para pedir desculpas após a viralização de um vídeo em que ele aparece dando declarações consideradas desrespeitosas para as religiões de matriz africana. Nas imagens, gravadas durante uma missa, o padre diz: “Com todo o respeito a quem faz a macumba: pode fazer e pode deixar na porta da minha casa que, se estiver fresco, a gente come”. Muitas pessoas criticaram o vídeo, considerado um exemplo de intolerância religiosa.

“Sempre manifestei publicamente o meu respeito a todas as religiões. O candomblé fez parte da minha origem. Nunca quis ofender ou desmerecer quem quer que seja. Apenas expressei, durante uma celebração cristã, convicções cristãs. Peço perdão aos que se sentiram ofendidos”, escreveu no Twitter o padre Fábio.

No vídeo, ele diz ainda que se as pessoas acreditam que uma “galinha preta na porta de casa, com um litro de cachaça e uma farofa de banana têm o poder de trazer destruição”, elas não conhecem o “poder de Cristo ressuscitado”. As imagens tiveram mais de 2,7 milhões de visualizações e milhares de comentários criticando a fala do padre.

O babalaô Ivanir dos Santos, representante de movimentos contra a intolerância religiosa, notificou extrajudicialmente o padre Fábio de Melo para que ele retire do ar o vídeo, conforme revelou a coluna da Marina, do GLOBO. Pelo Twitter, Fábio disse também que entrou em contato com Ivanir e que tolerância religiosa “não significa abrir mão do que cremos”:

“Já fiz um contato com o babalorixá Ivanir dos Santos. Ele foi extremamente gentil comigo. Nosso desejo é esclarecer que tolerância religiosa não significa abrir mão do que cremos ou não cremos, mas conviver harmoniosamente, colaborando na construção de um mundo melhor.”

 

“Sempre manifestei publicamente o meu respeito a todas as religiões. O candomblé fez parte da minha origem. Nunca quis ofender ou desmerecer quem quer que seja. Apenas expressei, durante uma celebração cristã, convicções cristãs. Peço perdão aos que se sentiram ofendidos.

Eu não sou proprietário da verdade. Eu estou em busca dela. Quero o esclarecimento espiritual que me coloque ao lado de todos. Diferentes e iguais a mim. Somos irmãos e não me sinto melhor que ninguém. Se fui infeliz na forma como expressei o meu não crer, perdoem-me.

Já fiz um contato com o babalorixá Ivanir dos Santos. Ele foi extremamente gentil comigo. Nosso desejo é esclarecer que tolerância religiosa não significa abrir mão do que cremos ou não cremos, mas conviver harmoniosamente, colaborando na construção de um mundo melhor.

O mundo já está dividido demais para que criemos outras divisões a partir de nós.”

Fonte: Extra Online

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