Ninhos de Cuidado da Casa de Apoio Ninar multiplicam assistência aos pacientes e suas famílias

O Governo do Estado adotou o Ninho de Cuidados na Casa de Apoio Ninar. Além de oferecer tratamento especializado para crianças com problemas de neurodesenvolvimento, orientar e assistir seus familiares, a Casa de Apoio Ninar tem como um dos pilares o compromisso de multiplicar conhecimento entre os profissionais que atuam com este público, visando ofertar cada vez mais suporte aos pacientes assistidos pela rede estadual de saúde.

 

A neuropediatra e coordenadora da Casa de Apoio Ninar, Patrícia Sousa, explica como será a multiplicação da assistência nos municípios por meio dos Ninhos de Cuidado. “Os Ninhos de Cuidado vão acontecer a partir do momento que as famílias e os profissionais passarem a semana de imersão e convivência aqui na Casa. Quando eles voltarem para casa, vão levar um manual com o planejamento de acompanhamento da criança e diário de registros do que a criança está fazendo.

 

Os profissionais daquela cidade vão se reunir e aplicar o que aprenderam aqui. Os pais também podem reproduzir isso. Então, o ninho de cuidado pode ser uma casa, uma igreja, uma escola ou um centro de habilitação”, explicou.

 

Patrícia Sousa destacou que esse efeito multiplicador dos Ninhos de Cuidados garante às famílias a continuidade do tratamento das crianças e diminui a necessidade de vindas à capital. “A intenção da Casa é ser uma casa de formação continuada para que a gente possa conseguir monitorizar essas crianças de onde elas estiverem. Para que quando elas estejam em suas cidades não ocorra prejuízo do seu tratamento e do seu desenvolvimento. Com essa capacitação, haverá mão de obra qualificada para estimular essa criança na própria cidade em que ela mora”, explicou a neuropediatra.

 

Semanalmente, a Casa receberá quinze famílias, sendo nove do interior do estado, que ficarão hospedadas no imóvel e seis da capital, que passarão o dia em atividades. Junto com elas, serão recebidos estes profissionais. São eles pediatras, clínicos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e assistentes sociais que acompanharão as atividades, receberão capacitação durante toda a semana e após a saída das famílias da Casa, passam a executar o planejamento elaborado para a estimulação das crianças.

 

A cada três meses, famílias e profissionais retornam à casa para que uma nova fase do tratamento e das capacitações sejam iniciadas. A neuropediatra, Patrícia Sousa, explica que nesta fase inicial, será priorizada a assistência a famílias e profissionais de seis municípios, considerados emergenciais para os casos de microcefalia e outras doenças neurológicas.

 

“Estamos viabilizando a vinda dos profissionais de Buriticupu, Imperatriz e Timon, junto às famílias que atendemos de lá. E da Região Metropolitana: São Luís, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Trabalharemos com uma média de cinco profissionais de cada uma dessas cidades por semana”, completou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

você pode gostar também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.