Trump nega ter igualado moralmente supremacistas e antirracistas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (17) ter feito “equivalência moral” entre os supremacistas brancos e manifestantes antirracistas.
Na terça-feira (15) declaração de Trump de que há “culpa dos dois lados” pelo episódio de violência em Charlottesville, na Virgínia, teve grande repercussão e foi alvo de críticas.
Pelo Twitter, o presidente norte-americano disse que teve afirmação deturpada e atacou o senador republicado Lindsey Graham, crítico a Trump.
“Em busca de publicidade, Lindsey Graham falsamente afirmou que eu disse que existe uma equivalência moral entre KKK [Ku Klux Klan], neonazistas e supremacistas brancos e pessoas como a sra. [Heather] Heyer. Que mentira tão nojenta”, disse Trump, se referindo a grupos de ódio e à ativista que morreu após ter sido atropelada por um carro que atingiu manifestantes antirracismo.
Nesta quarta-feira (16), Graham disse que Trump “deu um passo para trás” ao sugerir que havia uma “equivalência moral” entre supremacistas e grupos contrários ao extremismo.
O confronto em Charlottesville e a morte de Heather intensificaram o debate sobre símbolos confederados nos EUA. Durante a Guerra Civil do país (1861-1865), os Estados Confederados, do sul americano, defendiam a manutenção da escravidão.
Em meio a pressão, cidades dos EUA têm acelerado a retirada de estátuas de generais confederados. Nesta quarta, a estátua dupla dos militares Robert E. Lee e Thomas “Stonewall” foi retirada e substituída por uma escultura de uma mulher negra grávida, que carrega outro filho nas costas.
“Triste ver a história do nosso grande país ser destruída com a remoção de nossas belas estátuas e monumentos”, afirmou Trump também no Twitter. “A beleza que está sendo retirada de nossa cidade e parques será sentida e nunca poderá ser substituída”, disse.

Fonte: Folhapress

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