Mutirão de laqueadura termina nesta sexta-feira

 

 

A iniciativa é do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), por meio da Unidade de Atenção à Saúde da Mulher

 

 

 

Termina nesta sexta-feira (18) o 1º Mutirão de Laqueaduras realizado pelo Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), por meio da Unidade de Atenção à Saúde da Mulher. A iniciativa visa reduzir a fila de espera para as cirurgias de laqueaduras. A ação começou na segunda, 14.

 

A expectativa é que cerca de 50 mulheres façam a laqueadura, procedimento cirúrgico para a esterilização definitiva da mulher. O mutirão contou com a participação dos sete cirurgiões do serviço. Eles utilizaram três métodos diferentes de acordo com o histórico de cada paciente: videolaparoscopia (minimamente invasiva, realizada por meio de uma minicâmera no abdômen), minilaparotomia (realizada mediante uma pequena incisão acima do púbis) e a vaginal.

 

Muitas mulheres já estavam há cerca de um ano na fila de espera. A dona de casa Ana Maria Rodrigues, 37, casada, mãe de 4 filhos, é uma delas. “Participei de uma palestra sobre o planejamento familiar no hospital e entrei com um pedido para a realização da cirurgia, pois eu e meu marido decidimos que não poderíamos mais ter filhos”.

 

Ana Cristina Nunes Campos, 28, também dona de casa, casada com um vigilante, dois filhos, estava na fila desde junho de 2016. Ela e o marido buscaram informação sobre métodos contraceptivos e como cada um pode impactar na vida do casal. “Decidimos juntos que a laqueadura era a melhor opção”.

 

Todo mês, um grupo de mulheres participa das palestras oferecidas pela Unidade de Atenção à Saúde da Mulher do HU-UFMA, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Lá, são informadas sobre o método contraceptivo mais adequado para as suas realidades. Quando optam pela laqueadura, sabem que é algo decisivo em suas vidas. O serviço recebe cerca de 90 mulheres por mês, algumas com seus parceiros, para assistir às palestras sobre planejamento familiar.

 

A chefe da Unidade de Atenção à Saúde da Mulher, Graciete Helena dos Santos, ginecologista que coordenou o mutirão, destaca que o procedimento é feito obedecendo rigorosamente aos critérios definidos pela legislação. “São indicadas somente mulheres acima de 25 anos, que já tenham tido pelo menos dois filhos e que também tenham passado pelo planejamento familiar”.

 

Por se tratar de uma intervenção irreversível, é preciso cumprir outra exigência. “Para essa esterilização, é requisitado um intervalo de 60 dias entre a vontade de realizar e o ato cirúrgico, para que a mulher tenha certeza do que ela quer”, acrescenta a ginecologista. O pedido é submetido ao Comitê de Ética do HU-UFMA, e, só depois da aprovação, o procedimento pode ser realizado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: MA10

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