Municípios recebem capacitação para realizar levantamento de infestação do Aedes aegypti

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou, nesta segunda-feira (30), em São Luís, a capacitação de 42 municípios maranhenses que deverão realizar o Levantamento Rápido do Índice de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa), entre os meses de março e abril. O treinamento prossegue até terça-feira (31), com atividades de campo.

A capacitação reúne cerca de 80 supervisores de campo e digitadores. O treinamento vai oferecer as informações necessárias para a realização do LIRAa nos municípios, fortalecendo a fase de execução do planejamento das ações de combate e controle do Aedes aegypti. Os municípios que não realizarem o levantamento não receberão a segunda parcela do recurso do Ministério da Saúde que é utilizado exclusivamente para o combate ao mosquito.

De acordo com Joseneide Matos, coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue, Zika e Chikungunya da SES, o treinamento tem como objetivo preparar os profissionais para traçar um real perfil da situação do município em relação ao Aedes. “Na verdade, nós temos dois objetivos. O primeiro é identificar a realidade do município em relação ao índice de infestação do Aedes. E o segundo é porque esses municípios têm que receber a segunda parcela do recurso para que eles possam fomentar essas ações de combate ao Aedes”, explicou a coordenadora.

O supervisor de campo, Newton Lopes, de Lago da Pedra, considerou estratégico capacitar os profissionais e proporcionar um reforço nas ações de prevenção e controle do Aedes, a partir dos dados do LIRAa. “O treinamento é muito bom porque mostra como intensificar o combate ao mosquito. Lá na cidade está tudo controlado, porém vai iniciar nosso período crítico, a época de chuvas, onde naturalmente a gente tem uma alta no número de casos registrados. Por isso, vamos sair desse treinamento com o compromisso de implementar essas ações de forma a reverter os registros do Aedes não só em Lago da Pedra, mas em todo estado”, disse.

Além dos 42 municípios que participam do treinamento esta semana, no início do mês de fevereiro mais dois treinamentos acontecem com o intuito de capacitar o máximo de municípios do estado. “Nos dias 2 e 3 de fevereiro, já marcamos com um novo bloco de municípios. Na segunda semana do mês, vamos finalizar o treinamento com a terceira turma de municípios. Nossa expectativa é alcançar o mais próximo dos 217 municípios”, explicou Joseneide Matos.

Período do carnaval

Durante a capacitação, os supervisores e digitadores foram alertados para a proximidade do período do carnaval. “Nós pedimos que tenham esse olhar especial para o período do carnaval, principalmente porque alguns municípios ficam super populosos e, nesses casos, acontece proliferação da doença não só com pessoas da cidade, mas com quem está por lá de passagem”, explicou Joseneide Matos.

Outra situação ressaltada no treinamento são as casas que costumam ficar fechadas por conta de viagens de família no período de carnaval. De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue, Zika e Chikungunya da SES, é importante redobrar os cuidados com possíveis criadouros do mosquito, tendo a atenção de não deixar nada que tenha facilidade de acumular água, em especial em áreas externas, em razão da chuva que é comum nesta época do ano.

Sobre o LIRAa

Segundo o Ministério da Saúde (MS), os municípios com mais de 2 mil imóveis terão que realizar o LIRAa. O levantamento é uma ferramenta que ajuda a mapear os locais com altos índices de infestação do mosquito e que, consequentemente, alerta sobre os possíveis pontos de epidemia da doença. É atualmente a metodologia utilizada pelos municípios para o levantamento de índices larvários.

Metodologicamente, o LIRAa funciona da seguinte maneira: o município é dividido em áreas menores e são sorteados, aleatoriamente, os quarteirões que serão pesquisados, identificando, então, a infestação na área, chamada de estrato, e também os principais criadouros do mosquito.

A partir da informação obtida pelo LIRAa, os gestores e técnicos têm subsídios para tomada de decisão, principalmente para a priorização de áreas de atuação bem como das estratégias a serem utilizadas para eliminação ou controle dos principais criadouros da doença identificados no levantamento.

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

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