Mulheres fazem manifesto com marchas ao redor do mundo contra a posse de Trump

Mulheres de várias partes do mundo saem às ruas este sábado para protestar, um dia após Donald Trump tomar posse como 45º presidente dos Estados Unidos. Elas se manifestam contra ideias sexistas do milionário, que, durante a campanha, teve muitas vezes seus discursos criticados por conta de comentários machistas e chegou a ser acusado de assédio sexual.

Uma grande marcha de mulheres contra Trump foi marcada para esta tarde em Washington, organizada pelas redes sociais. Na página do movimento no Facebook, mais de 250 mil pessoas demonstraram interesse. Celebridades como as atrizes Reese Witherspoon, Olivia Wilde e Scarlett Johansson e a cantora Katy Perry, também aderiram à causa e afirmam que pretendem participar. A cineasta Rebecca Rodriguez contou que esta será a primeira vez que se manifesta na rua, porque considera que Trump não é apto para a presidência.

— Eu vejo um indivíduo que, com as suas palavras, incentiva ao ódio e violência contra as comunidades marginalizadas da nossa sociedade — afirmou Rebecca Rodriguez ao site “Euronews”.

O evento já começou a ser replicado em diversos outros países, como França, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, Bélgica e Índia. O slogan comum a todas essas marchas é “Love trumps hate” (ou “O amor supera o ódio”), que faz um trocadilho com o nome do presidente. Há marchas previstas em mais de 30 países.

Em Berlim, na Alemanha, milhares de pessoas já se reúnem em frente à Embaixada dos Estados Unidos na Pariser Platz, ao lado do Portão de Brandenburgo. Em Londres, mais de 10 mil pessoas são esperadas na marcha, que será, provavelmente, uma das maiores fora dos Estados Unidos. Em Portugal, acontecerão marchas em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Faro.

A principal motivação para essas marchas é um vídeo que se tornou viral nas redes sociais, com controversos comentários que Trump fez sobre as mulheres em 2005, e que vieram à tona durante a campanha eleitoral, no ano passado.

No entanto, vários outros temas estão por trás das reivindicações: direitos dos homossexuais, controle de armas, direitos dos imigrantes, igualdade de salários, direitos ao aborto, justiça racial, combate às mudanças climáticas.

— Há um monte de motivos: para protestar contra a administração que está entrando e o flagrante desrespeito com as mulheres e as pessoas de cor — disse à “Reuters” Whitney Jordan, de 28 anos, que trabalha em Nova York e disse que foi a Washington em um ônibus fretado pela Planned Parenthood, organização de saúde reprodutiva que é a maior patrocinadora da marcha.

Outra participante da marcha em Washington é Carli Baklashev, do estado do Missouri:

— Quero resistir à ideologia de tudo o que ele [Trump] representa e ensinar a meus filhos que o amor, a empatia e a inclusão e a diversidade definem quem somos — destacou ela.

A equipe de Trump não respondeu a uma solicitação da “Reuters” para comentar as marchas, em especial a de Washington.

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