Mulher morre após escova progressiva em SP

Em nota ao jornal online, a prefeitura, responsável pela unidade de saúde, informou que a morte foi ocasionada por “insuficiência respiratória aguda, bronquite aguda e asma – todos decorrentes de uma intoxicação exógena de produto químico no cabelo e em contato com a pele”.

A mulher, segundo familiares, já havia realizado o procedimento antes, embora fosse sabido que sofria com problemas respiratórios, como asma e bronquite.

O que é intoxicação química?

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Intoxicação é o nome dado ao conjunto de sintomas causados pela exposição do organismo a alguma substância nociva, seja ela produzida pelo próprio corpo ou não. Dentre as formas mais comuns de intoxicação estão o uso de medicamentos não recomendados ou em doses excessivas, picadas de animais venenosos, alimentos estragados, agrotóxicos e metais pesados, como chumbo e mercúrio.

“Tratando-se de escova progressiva, há um limite tolerável para o uso de formol, que pode causar a intoxicação química. Se for usado em altos níveis, a pessoa não consegue respirar”, afirma a dermatologista especialista em estética médica Íris Florio.

Formol pode levar à morte

O formol, conforme explicou a dermatologista, é uma substância tóxica que, quando exposto ao organismo em altas doses ou em pessoas que possuam um histórico de problemas respiratório, pode causar insuficiência  tem a capacidade de causar broncoespasmo. Ou seja, ele fecha os brônquios [tubos que levam ar aos pulmões] não permitindo as trocas gasosas no organismo, levando o indivíduo à morte por não conseguir respirar”, explica a especialista.

A própria Anvisa destaca que o formol tem aspecto tóxico e, por essa razão, o uso em produtos cosméticos é limitado: a substância é permitida apenas como um conservante, na concentração de até 0,2%. Entretanto, desde 2009, a Agência proíbe seu uso como alisante.

“Eu sou extremamente contra o uso de formol. Ele destrói a fibra capilar, podendo levar até mesmo a queda capilar” afirma.

Perigo dos tratamento de beleza

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A especialista explica que, se tratando de beleza, é necessário ter cuidado em dobro e verificar a procedência dos produtos usados.

“O paciente corre o risco de ter problemas de saúde sempre que usar algo que foi feito sem a liberação da Anvisa, e isso não é só em escova progressiva. O mesmo pode acontecer com botox, silicone de origem duvidosa, microagulhamento, qualquer tratamento, mesmo os mais banais”, afirma Florio.

Conforme ela explica, até os produtos de comercialização autorizada pela Agência já podem causar alergias e outros sintomas inesperados nas pessoas, pois nem todos os clientes possuem o conhecimento de quais doenças têm ou não.

Mesmo tinturas, segundo ela, não são indicadas para serem usadas com frequência porque podem causar alergias e, a longo prazo, deterioram a fibra capilar.

“Eu acho que devemos cuidar da aparência, sim, mas só quando ela está prejudicada. Não dá para ficar fazendo luzes, mudando a cor do cabelo toda hora, sem causar danos. Isso causa agressão ao cabelo”, explica a dermatologista.

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