Mortes por Tromboembolismo Pulmonar caem no Brasil

O Tromboembolismo Pulmonar é a terceira maior causa de óbito entre as doenças cardiovasculares, atrás apenas de Infarto e Derrame. Os principais sintomas de TEP são dispneia e dor torácica ao respirar ou ainda síncope (desmaio), associadas ou não a queixas relativas aos indícios de trombose.

Recentemente, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia conduziram um levantamento nacional dos registros de óbitos em decorrência da doença durante 21 anos (1989-2010), e observaram que, apesar da redução, ainda falta prevenção, principalmente entre as mulheres e nas regiões Norte e Nordeste do país. Segundo o estudo, a redução no índice de mortalidade foi de 31%.

Prevenir o Tromboembolismo Venoso durante hospitalizações, principalmente em pacientes com histórico familiar da doença, é um fator decisivo para evitar o Tromboembolismo Pulmonar.

O Tromboembolismo Venoso (TEV) acontece quando o sangue coagula dentro de uma veia. Geralmente, a doença se manifesta nos membros inferiores – uma das pernas se apresenta inchada, quente e avermelhada. Quando o TEV se agrava, é denominado Trombose Venosa Profunda (TVP), e há maior risco de o coágulo migrar para os pulmões, originando Tromboembolismo Pulmonar (TEP).

“Até 70% dos eventos de TVP podem ser assintomáticos. Desta forma, ter a suspeita baseando-se na presença de outros fatores de risco e/ou fatores predisponentes é extremamente importante para o diagnóstico de TEV”, ressalta a Dra. Ana Thereza Cavalcanti Rocha, pneumologista membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

De acordo com a especialista, tanto a história pessoal quanto a familiar em parentes de primeiro e segundo graus deve ser registrada, pois isto afeta diretamente a indicação e o planejamento para uso de profilaxia de TEV quando estes pacientes forem submetidos a condições de aumento de risco, como hospitalizações por doenças clínicas ou procedimentos cirúrgicos.

A presença de trombofilias, fatores sanguíneos herdados ou adquiridos que predispõem à coagulação, mesmo que ainda não detectados, podem estar implicados no aumento nas taxas de recorrência de TEV em um paciente e em sua família.

“Estudos mostram que a presença de antecedente pessoal ou familiar aumenta em quase 16 vezes a probabilidade de recorrência de Tromboembolismo Venoso quando os pacientes são expostos a situações de risco. Desta forma, obter uma história clínica detalhada é imprescindível na detecção de uma tendência pessoal ou familiar e no registro de comorbidades comuns que aumentam o risco de trombose como obesidade, tabagismo, varizes, o uso de anticoncepcionais hormonais ou terapia de reposição hormonal, entre outros fatores”, complementa a médica.

Fonte: MA 10

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