Medina, Mineirinho, Italo, John John e Parko dominam rivais em J-Bay

Após três dias seguidos de adiamentos, a sexta etapa do Circuito Mundial de 2017 foi finalmente aberta nas direitas de Jeffreys Bay, na África do Sul. A experiência fez a diferença no primeiro dia de disputas, marcado pelas vitórias de Gabriel Medina, Adriano de Souza, John John Florence e Joel Parkinson, que conhecem como poucos o caminho das pedras no Cabo Oriental. Italo Ferreira teve um desempenho consistente e também avançou diretamente ao round 3. Outros representantes do Brazilian Storm, Filipe Toledo, Wiggolly Dantas, Ian Gouveia, Miguel Pupo e Caio Ibelli tropeçaram na estreia, mas têm uma nova chance na repescagem (segunda fase). O SporTV.com transmite as baterias ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real.

A próxima chamada será às 2h15 deste domingo (de Brasília). A primeira bateria da repescagem será entre dois locais, Jordy Smith e Dale Staples. O primeiro brasileiro a cair na água será Jadson André, que enfrenta Kolohe Andino na quarta bateria. O defensor do título na sexta de 11 paradas do Tour é Mick Fanning, que escapou ileso de um ataque de tubarão na final de 2015. O tricampeão mundial é o recordista de vitórias em J-Bay, com cinco troféus, um a mais do que Kelly Slater. O australiano e o americano venceram os seus adversários e também estão classificados.

Medina brilha com 9.93 em tubo “impossível”

Gabriel Medina fez o impossível parecer fácil em Jeffreys. Primeiro brasileiro campeão mundial, o paulista de São Sebastião demorou para pegar a sua primeira onda, mas a espera valeu a pena. De costas, o local de Maresias pegou uma bomba e espancou a parede com manobras com alto grau de dificuldade, ganhando 8.90 pela investida. Depois, sumiu em um tubaço na sessão conhecida como “Impossibles” (Impossíveis, na tradução). Quando saiu do cilindro, Medina explodiu os decibéis nas areias da praia e foi recompensado com um 9.93, chegando a 18.83 pontos. O australiano Stuart Kennedy (14.77) ficou em segundo lugar, e Caio Ibelli (9.17) terminou em terceiro.

Mineirinho tem desempenho consistente

Campeão de uma etapa seis estrelas pelo QS em 2012, Adriano se impôs sobre o potiguar Jadson André e o português Frederico Morais do início ao fim. O paulista do Guarujá explorou o potencial das direitas. Na primeira oportunidade, surfou três tubos em uma única onda e completou com manobras fortes e verticais, abrindo a bateria com um 7.83. Morais tentou responder à altura, desenhou grandes arcos e levou 7.83 e 5.80 dos juízes, mas não foi suficiente.

Mineirinho acrescentou ao placar um 6.50 e alcançou 13.83 contra 13.73 do português, superando o rival por 10 centésimos. Jadson tinha um 5.67 e usou bem as paredes das direitas. No fim, o potiguar voador encontrou um tubo e em busca da reação. Ele precisava de 6.94 para virar, mas foi recompensado com um 6.90, o que não mudou o panorama.

Filipinho tira 9.50, mas perde para taitiano

Filipe Toledo ficou a um passo de garantir a vaga no round 3. Com um jogo de borda poderoso, o paulista de Ubatuba emplacou um 9.50 e parecia estar no caminho da vitória, mas esbarrou na força e agressividade de Michel Bourez. O taitiano tirou as notas 7.67 e 9.00, chegando a 16.67 pontos contra 15.17 de Filipinho, que volta a defender o Brasil depois de cumprir suspensão de uma etapa por mau comportamento em Saquarema (RJ). Zeke Lau (10.60) segurou a lanterna.

Parko em sintonia com as direitas

Bicampeão da etapa sul-africana, Joel Parkinson estava outra vez em sintonia fina com o mar de J-Bay. Com velocidade e força, ele apostou em um leque de manobras até o ponto crítico e ainda se entocou em tubos para tirar 6.00 e 8.23. Com 14.23 pontos, o australiano derrotou Wiggolly Dantas (13.60) e Miguel Pupo (10.33). Wiggolly atacaou com o seu backside afiado no último minuto, mas, apesar do power surf, a onda foi curta demais e ele não conseguiu a virada.

Wilko perde para Jeremy e se complica

Líder do ranking mundial, o australiano Matt Wilkinson terminou em segundo lugar na bateria 4, controlada por um inspirado Jeremy Flores. O francês surfou tubo atrás de tubo, ganhou 9.17 e 7.83 e alcançou 17.00 pontos, superando Wilko (12.27) e o estreante Ethan Ewing (9.93). Matt Wilkinson precisa terminar a etapa à frente de seus rivais diretos na briga pela ponta. Atualmente, ele é ameaçado por Mineirinho, John John Florence, Jordy Smith e Owen Wright.

Jordy Smith tropeça na estreia

Ídolo local, Jordy foi surpreendido por Conner Coffin, que voltou renovado para a etapa, depois de uma temporada repleta de frustrações. O americano combinou grandes manobras em um repertório variado. Com 9.37 e 7.67, Conner alcançou a liderança isolada da disputa. Somou 17.04 pontos e venceu com tranquilidade o sul-africano, que começou com um 8.33, mas acabou desperdiçando as melhores ondas e terminou em segundo, com 14.76. Convidado do campeonato após o bom desempenho no QS em Ballito, Michael February (12.40) segurou a lanterna.

John John Florence tem atuação de gala

Outro cotado a vestir a lycra amarela de líder ao término da competição, John John Florence teve um desempenho irretocável: 19.83 pontos de 20.00 possíveis. Desapareceu em tubos, aplicou diversas manobras no ponto crítico e fez tudo o que o juízes queriam. O havaiano não deu chances a Dale Staples (16.03), vencedor da triagem. Faltou sintonia para o pernambucano Ian Gouveia (13.07), que perdeu o tempo dos tubos em algumas ondas e ficou em terceiro lugar. Se fosse regular e surfasse de frente para a onda, o goofy poderia ter levado uma maior vantagem.

Fonte: Globo Esporte

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