Manifestação do MPMA resulta em prisão preventiva do ex-diretor da CADET

Um Recurso em Sentido Estrito interposto pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 28ª Promotoria de Justiça Criminal de São Luís, resultou, nesta terça, 12, na reforma da decisão do Poder Judiciário, que revogou a prisão preventiva do ex-diretor do Centro de Detenção do Complexo de Pedrinhas (Cadet), Cláudio Barcelos.

Preso em 15 de setembro, sob suspeita de ter praticado os crimes de prevaricação e fuga de pessoa presa ou submetida à medida de segurança detentiva, Barcelos recebeu, em 1º de outubro de 2014, alvará de soltura. Os crimes são tipificados, respectivamente, nos artigos 319 e 351 do Código Penal.

O recurso do MPMA, datado de outubro de 2014, de autoria do promotor de justiça de São Luís, Gilberto Câmara França Júnior, é fundamentado por escutas e interceptações telefônicas, legalmente autorizadas, que mostram que o ex-diretor da CADET facilitou, em 22 de agosto de 2014, a fuga dos detentos Paulo Leandro Maciel da Silva, o “Leandro Deputado”; Rodrigo Bezerra Lima, o “Negro da Usina”; e José Wilson Pereira, o “Juninho”.

Segundo o Ministério Público, as investigações demonstraram que o ex-diretor “vinha recebendo dinheiro de presos para conceder benesses dentro daquela casa de detenção, bem como prometia agilizar processos desses presos (…), além de ‘vender’ fugas de internos sob sua responsabilidade”.

Na manifestação, o Ministério Público ressalta a existência de um documento assinado pelo ex-diretor, autorizando a saída de “Leandro Deputado”; “Negro da Usina” e “Juninho para supostas audiências.

Na verdade, o então diretor do CADET estava promovendo a evasão dos presos. Esse fato era observado pelos seus subordinados, que, em eu maioria, não compactuavam com esse crime”, enfatiza o promotor, no recurso.

O documento também relata a descoberta de mensagens de celular, nas quais Barcelos prometia a detentos a “agilização” de processos judiciais.

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