Maioria de usuários de drogas é jovem e de classe média em SL

Diagnóstico foi feito pela polícia e segundo a delegacia que lidera trabalho de ressocialização, viciados têm baixa escolaridade; maioria dos usuários de entorpecentes é flagrada em bairros populares

SÃO LUÍS ­ O perfil dos usuários de drogas da capital maranhense é jovem, de 18 e 40 anos, com baixa escolaridade (nível médio incompleto) e nível social médio. É o que aponta a Polícia Civil, por meio do 1º Distrito Policial (DP) que lidera trabalho na cidade de encaminhamento dos viciados em substâncias psicoativas para centros de ressocialização. De acordo com levantamento da polícia, em 5 anos mais de 800 pessoas foram recolhidas das ruas da cidade e encaminhadas para o Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

Ainda de acordo com o levantamento, apenas 30% das pessoas recolhidas conseguem obter êxito no tratamento. A maioria das pessoas usuárias de entorpecentes é flagrada em bairros populares, como João Paulo e Cohab, por exemplo. Outros bairros, cuja população possui um poder aquisitivo elevado, também estão no mapa de usuários, como Cohama. “A maior parte dos recolhidos está em locais populares. Mas há trabalho também em bairros cuja incidência de usuários era considerada incomum”, apontou o titular do 1º DP, delegado Joviano Furtado.

Segundo ele, menos de 10% dos usuários de drogas tem curso superior. Na Cohama, no ano passado, usuários foram flagrados consumindo substâncias psicoativas em um terreno situado na Rua do Aririzal. Segundo a polícia, os usuários foram encaminhados para unidades de recuperação. E ainda os donos do terreno foram informados do fato, por meio de notificação da Prefeitura de São Luís. “Neste caso, os donos não tinham responsabilidade, já que o terreno não poderia ter sido invadido para esta prática”, informou.

Recuperação

Além do encaminhamento a uma unidade de ressocialização, no fim do ano passado, em parceria com o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), boa parte das pessoas recebidas pelo Caps é, em seguida, conduzidas à capacitação em cursos ofertados pela entidade comercial.

Em dezembro, pelo menos 25 pessoas receberam informações sobre produção de pão e pizza. Destas, seis conseguiram empregos. “É uma forma também de garantir uma nova vida a estas pessoas”, frisou o delegado. Além de admitir que o índice de ressocialização ainda é baixo, a polícia admite que o número de usuários que ainda não passaram pelo trabalho de recolhimento é bem maior. Segundo levantamento do Caps, São Luís tem aproximadamente 8 mil usuários somente de crack.

Perfil dos usuários de entorpecentes em São Luís

De 18 a 40 anos

Nível médio incompleto

Classe média baixa

Situado em bairros populares (João Paulo e Cohab) e outros (Cohama)

FONTE: O ESTADO

você pode gostar também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.