Ludmila Ribeiro discute caso de agressão com presidente do TJMA

Na manhã desta quinta-feira (5), por volta das 9h, foi realizado um protesto em frente à sede do Tribunal de Justiça do Maranhão, motivado pela concessão de habeas corpus pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça a Lúcio André Silva Soares, que agrediu a advogada e ex-companheira Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, em 12 de novembro de 2017.

“Eu tinha um parecer da Procuradoria de Justiça, favorável à prisão dele e da não concessão do habeas corpus e, por algum motivo que eu gostaria de saber qual é, o procurador de justiça se sentiu no direito de modificar em banca essa decisão. Me pareceu muito estranho e é isso que eu gostaria de questionar, de tornar público, para que nos demais casos não aconteça a mesma coisa”, afirmou a advogada durante o protesto.

Participando da mobilização, Ludmila fez um discurso na frente do Tribunal e foi chamada, junto a representantes de entidades que também estavam presentes no momento, para uma reunião com o presidente do TJMA. O desembargador José Joaquim Figueiredo debateu sobre o caso de Ludmila e de outros envolvendo a violência contra a mulher com os presentes.

“No caso, foi uma Câmara isolada, um órgão fracionado, que não representa o que nós pensamos com relação a essa matéria. Decisão judicial a gente tem que cumprir. Quando não se concorda, se recorre”, afirmou o desembargador.

Durante a reunião ficou acertado um novo encontro para o dia 17 deste mês, com a participação de membros do judiciário e entidades ligadas a defesa da mulher e combate à violência.

Empresário e irmão do prefeito do município de Pinheiro, Luciano Genésio, Lúcio André Silva estava foragido há aproximadamente cinco meses e já havia agredido a advogada em outras ocasiões. Em uma das vezes, ela estava grávida do único filho do casal. No dia da agressão, ele havia sido preso, mas conseguiu ser solto após pagar fiança de mais de R$ 4 mil.

Na última terça-feira (3), os desembargadores Antônio Bayma e Raimundo Melo votaram a favor de conceder habeas corpus a Lúcio, enquanto o relator do processo, João Santana, negou. Por 2 votos a 1, o empresário teve a prisão preventiva revogada e responderá pelo crime de agressão e violência doméstica em liberdade.

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