Leishmaniose é constatada em grandes cidades de SP

Em Ribeirão Preto, a médica veterinária Andressa Marco constatou seu primeiro caso da doença Leishmaniose em um cão após consulta. A enfermidade tem tratamento, mas não possui cura.
“Semana passada foi o meu primeiro caso aqui em Ribeirão, mas alguns colegas já diagnosticaram a doença. Uma doença que não tem cura. Tem tratamento, mas só. A partir do momento que ela é descoberta, o proprietário pode tratar ou fazer a eutanásia (causar morte sem sofrimento ao cão), mas é complicado conversar sobre isso com o dono”, fala Andressa.

Algumas cidades como Presidente Prudente (SP) já possuem mais de 400 cães contaminados pela doença.

Leishmaniose atinge estrela do esporte nacional

A doença veio à tona nos últimos dias no Brasil em função do depoimento da campeã olímpica Maurren Maggi, que usou suas redes sociais para noticiar que teve o diagnóstico de Leishmaniose confirmado. Ela contraiu a doença durante a participação do reality show em um país da América Central.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo diz que a Leishmaniose é uma doença causada por protozoário parasita e é contraída por picadas de insetos. A transmissão da Leishmaniose Visceral Canina ocorre pela picada das fêmeas infectadas do Lutzomyia longipalpis, conhecido como “mosquito-palha” ou “mosquito pólvora”.

Para Andressa, Ribeirão ainda é uma cidade em que ninguém conhece a doença, mas as pessoas precisam começar a saber, pois ela mata. “Temos que começar a divulgação para prevenção, pois temos vacina, coleiras repelentes e outras formas para controlar o problema nos animais”.

A médica diz que muitos confundem a Leishmaniose com uma doença transmitida pelo carrapato. “Nem sempre a doença é diagnosticada com apenas um exame, temos que fazer vários. Os sintomas são graves. Não é um tratamento barato, por isso muitas vezes o cliente acaba sumindo e não o faz. É complicado, pois se trata de saúde pública”.

Clínica médica 

A assessoria de imprensa do Centro Universitário Moura Lacerda diz que o Hospital Veterinário de lá confirmou três casos de Leishmaniose em Ribeirão Preto no ano passado. Após o atendimento, o hospital seguiu o protocolo obrigatório e notificou a Divisão de Controle de Zoonoses, da Prefeitura de Ribeirão Preto.

Posição da Prefeitura

Em contato com a vigilância municipal de saúde de Ribeirão Preto, a informação é de que é desconhecida a existência de uma epidemia em Ribeirão Preto. “Mantemos uma vigilância de casos notificados no município, com o auxílio ou informação vindas de triagens de clínicas veterinárias com casos suspeitos de leishmaniose em cães, notificados para confirmação pela Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde, através de exames encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz (órgão oficial do estado de São Paulo)”, explica nota enviada à reportagem do Portal Revide.

A Coordenadoria de Comunicação Social de Ribeirão Preto afirma que todos os casos positivos confirmados através de exames laboratoriais na cidade são de cães vindos de outros municípios, com transmissão confirmada em humanos ou em caninos, portanto são considerados casos importados.

O órgão afirma que rotineiramente verifica a presença de Lutzomyia longipalpis, espécie transmissora dessa doença em Ribeirão Preto, mas até o momento as pesquisas não confirmaram a presença do contaminador na cidade.

Foto: Divulgação

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