Justiça marca para setembro, Julgamento da morte de Pedro Ventura

Após dois anos da morte do empresário Pedro Ventura, deve acontecer o julgamento dos acusados pelo crime nos dias 14 e 15 de setembro, em Imperatriz. O microempresário foi visto pela última vez no dia 21 de agosto de 2015, entrando na casa onde morou com a ex- mulher Cícera Célia Ribeiro Teotônio, exatamente um dia depois de ter assinado o divórcio.

O corpo só foi encontrado cinco meses depois, nos fundos de uma fazenda no município de Buritirana, distante cerca de 70 km de Imperatriz. A necropsia do corpo apontou que Pedro Ventura levou dois tiros e um corte na garganta.

Dos três acusados, apenas a ex mulher da vítima está presa. Na época do crime, dois irmãos de Célia, Daniel e Laércio Teotônio, foram apontados como suspeitos de participação e ocultação do corpo. Mas, só Daniel e a ex esposa que foram vistos chegando na casa no dia do assassinato. Os dois foram pronunciados a júri popular e vão ser julgados em setembro.

Já Laércio, está em liberdade desde maio de 2016. A justiça concluiu que ele não teve envolvimento com o crime e não vai a júri popular.

“O que aconteceu foi um assassinato frio, calculado em que as provas foram desfeitas e, consequentemente, dificultou o trabalho da investigação. Mas, ainda assim, esse trabalho que a perícia fez foi o suficiente para municiar o nosso trabalho e, sem dúvida nenhuma, nesses dois anos, foram suficientes para que a gente pudesse compreender e a cada dia estar mais certo do que defendemos”, explicou o advogado do caso, Bruno Lima.

Emocionada, a mãe de Pedro, Sulla Brandão, fala do sofrimento durante os dois anos de espera.

“É muito difícil. O meu sonho era ouvir a voz dele e eu não consigo mais. Minha família está tendo vários problemas de saúde devido a esse crime. Os irmãos dele, por parte de pai, estão todos emocionalmente abalados. Isso nos tem feito sofrer muito durante esses dois anos. A saudade está muito grande. Estou bastante confiante que todos os acusados serão condenados”, diz a mãe.

 

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