Jogo disputado na final do goalball feminino dos ParaJEMs

A Escola de Cegos do Maranhão (Escema) sediou, na tarde desta terça-feira (15), a final do Goalball feminino dos Jogos Paralímpicos Escolares – ParaJEMs 2017. Jogo disputado com as meninas da Escema I (equipe amarela) e Escema II (equipe verde).

O jogo foi do início ao fim muito acirrado. Logo no início da partida, as meninas da equipe amarela mostraram muita sincronia nas defesas das bolas fortes do time adversário. O placar ficou empate por várias vezes e o segundo tempo do jogo terminou em 19 a 19. A partida foi decidida com o “gol de ouro” e quem levou a melhor foi a equipe verde do Escema.

“O jogo foi muito bom. É a primeira vez que as meninas jogam numa disputa e o desempenho delas foi ótimo por ser a primeira competição. Agora vamos treinar para os Jogos Escolares Paralímpicos, em São Paulo, e torcer para que a gente traga um bom resultado pro Maranhão”, disse a capitã do time verde, Mônica Santos, de 17 anos.

Os atletas vencedores dos ParaJEMs disputarão a fase nacional, os Jogos Escolares Paralímpicos, em São Paulo, de 20 a 25 de novembro.

Modalidade

O goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle, que tinham como objetivo reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão. Nos Jogos de Toronto (1976), sete equipes masculinas apresentaram a modalidade aos presentes. Dois anos depois aconteceu o primeiro Campeonato Mundial de Goalball, na Áustria. Em 1980 na, Paraolimpíada de Arnhem, o esporte passou a integrar o programa paraolímpico. Em 1982, a Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA) começou a gerenciar a modalidade. As mulheres entraram para o goalball nas Paraolimpíadas de Nova Iorque, em 1984.

A modalidade passou a ser praticada no Brasil em 1985. Ao contrário de outras modalidades paraolímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência – neste caso a visual. A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra há um gol com nove metros de largura e 1,2 de altura.

Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro e o objetivo é balançar a rede adversária. A bola possui um guizo em seu interior que emite sons – existem furos que permitem a passagem do som – para que os jogadores saibam sua direção.

O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo. A bola é mais ou menos do tamanho da de basquete.

Hoje o goalball é praticado em 112 países nos cinco continentes. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Desportos para Cegos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

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