Infecções respiratórias acometem mais pessoas neste período

Como a maioria dos dias tem sido de sol e calor, mudança de temperatura faz os problemas respiratórios surgirem com maior intensidade e afetarem a população

 

 

SÃO LUÍS – O mês de julho tem registrado chuvas intensas, apesar de ser um mês de transição entre as estações chuvosa e seca, em São Luís. Como a maioria dos dias tem sido de sol forte e calor, a mudança de temperatura faz os problemas respiratórios surgirem e afetarem a população.

 

Com isso, nas unidades básicas de saúde, os médicos registram um acréscimo na quantidade de pacientes apresentando sintomas como febre, dor de cabeça, tosse e nariz entupido. Os profissionais de saúde recomendam que, se os sintomas forem graves, o ideal é procurar atendimento profissional.

 

De acordo com o médico do Socorrinho I, no São Francisco, Leandro Belchior, depois que as chuvas passam o tempo fica mais seco e quente. As doenças que mais surgem são as chamadas infecções de vias aéreas superiores como gripes e resfriados. “Estas são doenças virais de fácil proliferação entre a população, porque é uma doença que se pega pelo ar”, explica.

O médico disse que nas últimas semanas um número maior de pessoas tem ido ao seu consultório queixando-se, sobretudo de inflamação na garganta. “Além das gripes e resfriados, estamos percebendo muita gente com infecções na garganta, com amidalite, e isto é decorrência da mudança brusca de temperatura. Um dia é muito quente, no seguinte chove bastante e a temperatura baixa. Essa mudança favorece o surgimento deste tipo de infecção”, afirma.

 

Até mesmo os funcionários do Socorrinho I foram acometidos. Na unidade de saúde, seis pessoas ficaram gripadas ao mesmo tempo. Mas a direção do hospital afirma que o número de pacientes que têm ido ao local em busca de atendimento por causa da gripe e resfriado está dentro da normalidade para o período.

 

Mas Leandro Belchior alerta que não é apenas a mudança de temperatura que tem levado mais pessoas aos hospitais. A imunidade baixa é a principal causa do adoecimento. “As pessoas se alimentam mal, dormem pouco, não se hidratam da maneira correta. Tudo isto contribui para diminuir a imunidade e deixar a pessoa sujeita a gripes, resfriados e outras infecções”, informa. Ele destaca ainda que, além destes cuidados, é preciso praticar atividade física.

 

Ainda segundo médico, crianças menores de 5 anos e idosos acima de 70 anos são os que mais apresentam estas doenças. “Crianças e idosos são os mais afetados porque sua resposta à mudança de clima é menos apropriada porque o organismo deles é mais frágil ao tempo quente e seco”, explica.

 

Por isso, é preciso ficar atento a sintomas como espirros, olhos avermelhados, garganta inflamada, falta de ar, dificuldade para respirar, desconforto torácico, pequenos ferimentos na mucosa nasal e tosse noturna. “Com o ar mais seco, a pessoa tem mais dificuldade para respirar, e isso pode causar desconforto e até pequenos ferimentos na mucosa”, explica Leandro Belchior.

 

Mas se os sintomas incluírem febre ou falta de ar, o ideal é procurar atendimento médico. “Porque pode ser necessário fazer tratamento com oxigenação, nebulização com medicação, além da indicação se remédios para os sintomas agudos, como anti-inflamatórios”, afirma.
Por causa disso, muita gente também está buscando a vacina contra a gripe nas unidades de saúde, mesmo com o encerramento da campanha nacional de vacinação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: IMIRANTE.COM

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