Indígenas maranhenses lutam pela proteção e demarcação dos seus territórios

Na tentativa de preservar as tradições e identidade dos indígenas, o Dia do Índio, comemorado no dia 19 de abril, surgiu com o objetivo de alertar as novas gerações para que esses não se esqueçam das verdadeiras raízes que formam o povo brasileiro. Apesar da data homenageada, os indígenas, no momento não estão comemorando, na verdade, muitos estão lutando pela proteção e demarcação dos seus territórios e ainda melhorias para saúde da raça.

De acordo com Gil Rodrigues, coordenador do Conselho Indígena Missionário (CIMI), os direitos da terra é uma luta especial da raça indígena. “São áreas importantes para a reprodução física e cultural desses povos. Existem vários processos de demarcação de terras dos indígenas no estado do Maranhão que se arrastam há muitos anos e nada de ser concluído”, explicou.

Além disso, o coordenador do CIMI destacou que a assistência e saúde para índios ainda é muito preocupante no estado. “O povo tem uma secretaria especial de saúde indígena, mas ainda caem na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), onde as consultas costumam demorar. Muitos fazem a consulta e voltam para aldeias sem medicamentos, pois há remédios que não constam na lista de medicamentos disponibilizados. O deslocamento para serem atendidos também é complicado, translado demoram e é situação delicada”, desabou Gil Rodrigues.

No Maranhão, esse ano a violência cresceu. Sete lideranças Guajajaras sofreram ameaças, além dos 12 gamelas que estão em defesa dos seus territórios e acabam sendo acometidos e atacados por pessoas que querem explorar terras. “A luta continua durante todo ano e vamos continuar” declarou o coordenador do CIMI em relação à violência aos índios.

De acordo com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a atual população indígena do Brasil é de aproximadamente 818.000 indivíduos, representando 0,4% da população brasileira. Vivendo em aldeias somam 503.000 indígenas. Há, contudo, estimativas de que existam 315 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas.

O reconhecimento das terras indígenas é uma das principais políticas que o estado brasileiro vem implementando para que essas comunidades possam reconhecer nele um canal de diálogo. A participação de organizações não-governamentais têm sido fundamental nessa questão, tendo sido alcançados resultados muito positivos.

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