Gestores e supervisores escolares de São Luís participam de Formação Continuada em Educação Inclusiva

 

 

Na manhã desta segunda-feira (19), gestores e supervisores da rede estadual de ensino participaram da abertura da Formação Continuada em Educação Inclusiva, promovida pela Supervisão de Educação Especial da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

A capacitação, que acontece até a próxima sexta-feira (23) no Praia Mar Hotel, faz parte de uma estratégia essencial no desenvolvimento de uma educação inclusiva, tendo em vista as demandas e os desafios que os professores e equipe pedagógica vivenciam no cotidiano escolar, diante dessa nova realidade de inclusão.

Segundo a supervisora de Educação Especial, Rosane da Silva Ferreira, essa formação se diferencia por ser a primeira voltada, exclusivamente, para a capacitação de gestores e supervisores em uma proposta de entendimento sobre o que trata a política de inclusão para a efetivação do direito de pessoas com deficiência na escola.

“Essa primeira formação sobretudo é muito importante, pois garante um espaço privilegiado para que nossos gestores e coordenadores pedagógicos se apropriem do entendimento básico necessário para fazer a inclusão escolar de estudantes que têm alguma deficiência”, disse Rosane Ferreira.

Durante toda a semana os servidores da rede estadual de ensino estarão imersos em uma vasta programação que visa debater e ampliar conhecimentos em temas que vão desde o reconhecimento de leis, como a LBI – Lei Brasileira de Inclusão, até em como pensar um currículo que possa ser acessível, tanto para o estudante que tem deficiência intelectual, quanto para o que tem altas habilidades, por exemplo.

“Essa será uma semana muito grandiosa para todos nós da educação especial que, principalmente, fazemos o trabalho de acompanhamento e monitoramento de todas as escolas no atendimento de pessoas com deficiência”, complementa a supervisora.

Ministrada pela Profa. Ma. Maria Eliene Vieira de Figueiredo, a palestra de abertura da formação, trouxe para os participantes elucidações sobre a “Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva”. “É muito importante que os gestores, coordenadores estejam engajados nessa política de inclusão da educação especial na perspectiva da educação inclusiva, pois a partir do momento em que ele se engaja nesse projeto, participando dessas formações continuadas e tendo essas trocas de experiências, vai estar levando para a sua escola e trabalhando com o seu aluno, facilitando a acessibilidade e a permanência desse estudante dentro da escola se desenvolvendo, participando e aprendendo ativamente como todos os demais. Com as formações os gestores e supervisores estão se fortalecendo e aprendendo um novo modelo de ensino e aprendizagem”, ressalta Maria Eliene.

Em sua palestra a professora Maria Eliene, falou ainda sobre sua experiência com a educação inclusiva e mostrou aos participantes um pouco sobre seu trabalho de pesquisa nessa área. Com o título “Gestão da Aprendizagem na Diversidade”, o projeto de pesquisa, desenvolvido no estado do Ceará, trata da transformação de uma escola integrada para a perspectiva de uma escola inclusiva. Um projeto que teve como foco principal a modificação da prática docente, de práticas tradicionais para práticas inclusivas.

“Trabalhamos com o diretor, o professor, o porteiro, foi todo um engajamento de todos os membros da escola e conseguimos transformar essa escola em uma escola inclusiva com êxito. Apesar de todas as dificuldades e barreiras, foi uma experiência bastante interessante e muito exitosa”, reforça a professora.

Para o gestor geral do C. E. Maria José Aragão, Wilson Chagas, essa formação é de suma importância pois, esse momento de conhecimento e discussão da LBI, abre a possibilidade da organização para a efetividade da educação inclusiva nas escolas da rede pública estadual de ensino.

“A Seduc dá um passo muito importante quando possibilita que nós gestores das escolas, que somos os que tomam conta dessa política educacional dentro do espaço escolar, possamos estar nos apropriando desse conhecimento legal, até mesmo para que possamos cobrar de outras instâncias a efetivação dessa política. Esse é nosso papel como gestor, fazer com que a escola seja um espaço aberto, acolhedor, humanizado e humanizante”, conclui Wilson Chagas.
Anexos

A supervisora de Educação Especial, Rosane da Silva Ferreira, com a palestrante, Profa. Ma. Maria Eliene de Figueiredo, e a gestora da URE São Luís, Eva Alves de Moraes Barros. (Foto: Antônio Martins)
Profa. Ma. Maria Eliene de Figueiredo com o gestor geral do C. E. Maria José Aragão, Wilson Chagas, durante a Formação Continuada. (Foto: Antônio Martins)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

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