Funac e Pastoral da Juventude realizam formação sobre ‘Convivência Familiar e Comunitária’

Desde 2016, as unidades de socioeducação da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) contam com a presença dos jovens da Pastoral da Juventude para as atividades do Projeto Jovem Guardião, iniciativa que visa levar experiências positivas para os socioeducandos. Neste sábado (14), os jovens participaram de mais uma atividade formativa com foco no tema “Convivência Comunitária e Familiar”, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, bairro da Janaína.

A ação visou capacitar os jovens da Pastoral para cumprir um dos objetivos fundamentais do Projeto, que é o acompanhamento dos adolescentes egressos da Funac nas suas comunidades de origem, depois do cumprimento da medida socioeducativa. Na pauta da capacitação, debate sobre a importância da família e da comunidade no acolhimento aos adolescentes.

Após essa primeira etapa da capacitação, os jovens guardiões devem identificar nos territórios das suas paróquias os serviços públicos disponíveis para os adolescentes e como acessá-los, além de ações e projetos para a juventude. Esse mapeamento será apresentado na próxima etapa da capacitação, ainda no mês de janeiro, seguido da outra etapa da formação, com oficina sobre construção de projeto de vida, para que, então, os jovens da PJ possam dar início ao acompanhamento dos egressos da Funac.

“A Família e a Comunidade são as primeiras ‘instituições’ que tem a responsabilidade de cuidar dos nossos adolescentes, antes mesmo do Estado. É preciso saber acolher e cuidar deles. Isso é primeira ação preventiva, para que eles não cheguem a cometer um ato infracional”, explicou a diretora técnica da Funac, Lúcia Diniz.

Sobre essa temática, a assistente social e coordenadora do projeto pela Funac, Conceição Coimbra, acrescenta que no aspecto de vivência familiar e comunitária é fundamental falar de afetividade e afinidade. “Às vezes, para o adolescente, o sentimento de cuidado, carinho, proteção não está dentro daquele espaço que chamamos de lar; de repente, para aquele jovem vale mais a presença de um tio(a), avô ou avó, padrinho, madrinha ou amigo da igreja. E precisamos entender que essas pessoas também são referência de família”, ressaltou.

Paulo Sérgio Filho, da comunidade da Cidade Olímpica e que atua na Unidade do Sítio Nova Vida, frisou a importância da formação. “Para nós, guardiões, a formação foi boa para ter uma noção do valor que a Família tem para os adolescentes e compreender como o ambiente familiar influencia na vida deles e, de alguma forma, ajuda a melhorar isso”.

“Quanto à comunidade, a missão do nosso trabalho é trazer esses adolescentes de volta à sociedade, combater o preconceito em relação à eles e ajudar para que construam um novo caminho”, destacou Adeilson França, da comunidade do Anjo da Guarda e que atua na Unidade do Alto da Esperança.

 

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