Festa é cancelada após tumulto com policial maranhense armado

José Hilton Machado, soldado da Polícia Militar do Maranhão, sacou uma arma e ameaçou foliões durante a festa no Iate Clube de Teresina

TERESINA ­ O Iate Clube de Teresina, na capital piauiense, resolveu cancelar a sua última prévia de Carnaval, prevista para ocorrer neste fim de semana. A medida foi em decorrência do episódio registrado no sábado (4), quando o soldado da Polícia Militar do Maranhão José Hilton Machado sacou uma arma e ameaçou foliões durante a festa no local.

Por meio de nota, o Iate Clube definiu o tumulto como “lamentável” e disse que as providências para que o policial seja penalizado pelo ato ‘inconsequente’ foram tomadas. O clube também se comprometeu mudar novo formato das prévias carnavalescas no ano que vem.

Punição

A polícia informou que a conduta do soldado será apurada por meio de sindicância demissionária. Ele está passível de sanções que vão desde uma advertência até demissão sumária.

O tumulto envolvendo o policial foi gravado em vídeo e divulgado nas redes sociais. As imagens mostram de forma clara o policial empunhando uma arma de fogo no meio de uma multidão em plena festa. Ele ainda chegou a chutar algumas mesas e cadeiras.

O comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, em Timon, tenente­coronel Jairo Xavier, considerou o fato como grave e disse que todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas de forma administrativa. “Em nenhum momento a PM vai se furtar de dar os devidos esclarecimentos. O policial teve esse desvio de conduta e vai responder tanto na Justiça comum como no âmbito administrativo. Ele não estava representando a corporação e agiu de má fé. Como ele poderia estar em operação trajando bermuda e ingerindo bebida alcoólica?”, questionou Xavier.

José Hilton, que é estudante universitário em Teresina, ingressou na corporação militar em 2014, portanto, ainda em estado probatório. No momento ele é lotado na Companhia de Policiamento Rural, em Colinhas, no combate a assaltos a instituições financeiras.

O militar para justificar a sua entrada no baile armado teria dito que estava em operação, mas foi desmentido pela Polícia Militar. Após o fato, o soldado foi conduzido à Central de Flagrantes de Teresina, no Piauí, e apresentado à delegada Ana Luiza Marques, que informou que não lavrou o flagrante devido as vítimas não ter comparecido à delegacia para registrar a ocorrência.

FONTE: O ESTADO!

                                                  ALICE MENDES

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