Família de maranhense morta comenta expulsão de tenente e diz que luta continua

Familiares da estudante Iarla Lima Barbosa, 25 anos, que foi morta pelo namorado em junho, comemoraram a decisão do Exército de expulsar o segundo tenente José Ricardo da Silva Neto, de 22 anos, suspeito do crime e disseram que vão continuar as manifestações para que o crime não fique impune.

Primo da vítima, Jordy Mesquita, destacou que a família está aliviada pela expulsão do tenente. “A gente sempre acreditou que o Exército iria tomar essa decisão. Vamos continuar as mobilizações, continuar na luta contra o feminicídio, espalhar outdoors pela cidade com a frase #nadajustificamatarumamulher. Sabemos que isso não vai trazer a Iarla de volta, mas aliviar nossa dor e para que outras famílias não percam suas Iarlas”, destacou.

Josilene Mesquita, irmã da amiga de Iarla que também foi vítima de José Ricardo, participa das mobilizações e afirma que a irmã ainda está muito abalada.

“Fisicamente a Joseane está bem, mas muito abalada psicologicamente, sem querer sair sozinha, querendo deixar o emprego, mas nós aconselhamos que ela não fizesse isso porque seria pior, mas está sendo muito difícil para ela”, afirma Josilene Mesquita.

Ela revela que a bala ainda está alojada no braço da irmã, os médicos sugeriram não retirá-la, porque os prejuízos seriam maiores e que estão recebendo apoio do Exército. “O Exército se prontificou a arrumar um psicólogo para ela, mas estamos vendo se vamos querer ou ela fará o acompanhamento pelo pleno de saúde dela”, destacou.

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