Europa deve realocar 40 mil imigrantes entre países

A União Europeia (UE) deve realocar cerca de 40 mil solicitantes de asilo que chegaram na Itália e Grécia para outros países do grupo, segundo o rascunho de um documento obtido pela agência de notícias Associa Ted Pres.

A proposta de realocação, que será apresentada pela comissão executiva da UE nesta quarta, divide os imigrantes entre 23 dos 28 países membros nos próximos dois anos. Grã-Bretanha, Dinamarca e Irlanda não serão incluídos .

A ação acontece no momento em que números cada vez maiores de imigrantes desesperados cruzam o Mediterrâneo para chegar à Europa – só neste ano foram mais de 80 mil. A Organização Internacional para Migração estima que 1.820 pessoas

O aumento no número de imigrantes tem deixado países como Itália, Grécia, Alemanha e Suécia com um peso muito grande na função de acolhimento. Com o plano de realocação de emergência, que precisa ser aprovado pelos países membros e pelo parlamento europeu, “países receberão 6 mil euros para cada pessoa realocada em seu território” vindos dos cofres da UE, segundo o documento.

A Alemanha receberia o maior número de imigrantes em dois anos – um total de 8.763 – enquanto a França aceitaria 6.752. A Espanha, que já enfrenta desafios com a migração, receberia também uma porção significativa: 4.288 pessoas que precisam de proteção internacional.

A Comissão também deve anunciar uma proposta para reassentar 20 mil pessoas de fora a UE que foram identificadas como em necessidade de proteção internacional. Eles serão divididos entre os 28 estados membros pelos próximos dois anos.

Ásia

Mais de 2.500 imigrantes ainda podem estar em barcos encalhados na baía de Bengala e no Mar de Andaman, de acordo com estimativas da ONU, enquanto a Tailândia se prepara para sediar uma reunião regional sobre a questão.

Milhares de muçulmanos da etnia rohingya, de Mianmar, e imigrantes de Bangladesh tentaram aportar na Tailândia, Malásia e Indonésia desde que, no começo de maio, o governo tailandês iniciou uma repressão a traficantes de pessoas, o que levou as tripulações das embarcações a abandoná-las no mar.

Os governos regionais relutaram em agir, mas as imagens de pessoas desesperadas amontoadas em barcos lotados, com pouca comida ou água, levaram a Indonésia e a Malásia a aliviar suas restrições iniciais e permitir provisoriamente o desembarque de imigrantes.

De acordo com fontes da agência da ONU para refugiados, o Acnur, e da Organização Internacional para Migrações, mais de sete barcos transportando cerca de 2.600 pessoas ainda estariam no mar.

O encontro de sexta-feira em Bangcoc reunirá 17 países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e outros da Ásia, bem como dos Estados Unidos, Suíça e organizações internacionais.

 

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