“Eu que estou presa. E ele solto”, diz vítima de ameaças do ex-namorado

Uma mulher que não quis se identificar compartilhou com a TV Difusora a sua preocupação e o medo frequente. Ela não pode mais sair de casa, por medo das ameaças do ex namorado foragido, Thiago Pereira da Silva, de 35 anos.

Por causa da perseguição, ela já trocou de número de telefone 12 vezes, mas as ameaças continuam a chegar. No celular dela, mais de 60 contatos diferentes usados por ele estão registrados.

Em um áudio enviado pelo suspeito, sua vida é ameaçada. “Tu não vai embora não, filha. ‘Tu’ se meteu na minha vida porque ‘tu’ quis. Agora da minha vida ‘tu’ não sai mais, só sai morta, aleijada”, intimida ele, que ainda debocha da Polícia: “Falou com a delegada foi? Manda um beijinho para ela”.

A vítima já registrou mais de 30 denúncias. Ela e o acusado ficaram juntos menos de 1 ano. A primeira denúncia foi registrada logo nos primeiros dois meses de namoro em agosto de 2016. Na época ela retirou a denúncia por pena, mas desde então as coisas só pioraram.

“Eu que ‘tô’ me sentindo presa, porque minha vida ‘tá’ parada. Eu não posso ir em canto nenhum, nem no supermercado. Na faculdade, estou faltando aula. Eu que estou presa. E ele solto”, conta a vítima.

Ela é uma das 1300 mulheres assistidas pela patrulha Maria da Penha e segundo a coronel Augusta, o caso dela é um dos mais delicados. “Ela só tem sossego quando ele está preso. Quando ele sai, ele começa a ameaçar, não só ela, mas a toda a família”, confirma a coronel.

Somente neste ano 14 mulheres morreram vítimas de feminicídio e outras três sobreviveram a ataques. Já em 2017, no Maranhão, o crime resultou na morte de 50 mulheres.

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