Estudante é diagnosticado com vírus H1N1 no DF

Sem revelar detalhes do caso, a assessoria de imprensa da instituição confirmou que tomou conhecimento do fato na terça-feira (17/4) e já vem “tomando cuidados adicionais”, segundo informou em nota. No entanto, não disse se o estudante é do sexo masculino ou feminino.

O Mackenzie não informou disse ainda que as salas de aula estão sendo mantidas abertas para ventilação, além da intensificação do uso de álcool gel e higienização mais frequente das mãos por parte de estudantes e funcionários.

Além disso, o colégio informou “estar negociando com clínica particular a aplicação da vacina tetravalente, que protege contra os vírus H1N1, H3N2 e dois tipos de Influenza B, com custo reduzido e respectiva autorização por parte dos responsáveis pelos alunos”.

Este ano, já foram registrados cinco casos de H1N1 no DF. Um deles é de um bebê de 1 ano e 3 meses, que não teve o nome revelado. A criança chegou a ficar internada durante três dias, mas se curou da doença.

Consultada, a Secretaria de Saúde não confirmou o caso do estudante do Mackenzie, mas disse que os dados são atualizados semanalmente. A pasta não divulga os nomes dos pacientes.

Homem de 54 anos morreu no DF
Um homem de 54 anos que estava internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) morreu no fim de março com o vírus. De acordo com o secretário de Saúde do DF, Humberto Fonseca, a vítima teve uma síndrome respiratória aguda grave provocada pelo vírus Influenza A.

A Saúde confirmou ainda outra morte, de uma criança com menos de 1 ano portadora de uma síndrome congênita. Ela foi vítima de metapneumovírus, vírus mais comum da gripe. Além do público infantil, os grupos considerados de risco são gestantes, pacientes com doenças crônicas e idosos.

“No ano passado, não tivemos nenhum caso [de óbito decorrente do H1N1]. Nós efetivamente temos o vírus circulando e há um risco à população”, destacou o secretário, durante coletiva à imprensa realizada na quarta (11).

Sobre uma possível epidemia, Fonseca comentou que “os níveis ainda não são preocupantes”. Ressaltou ainda que o aumento de casos de pacientes relatando problemas respiratórios “faz parte da sazonalidade normal que marca o final do verão no Distrito Federal”.

Mesmo com uma morte confirmada, nenhuma alteração será feita no calendário de imunização, que começa no dia 23 de abril. Sobre uma possível mutação do vírus Influenza A, Fonseca reforçou: “As vacinas são adequadas e constituem a forma mais eficaz de prevenção de novos casos”.

Balanço
Segundo o Ministério da Saúde, em 2018, até 14 de abril, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 óbitos. Do total, 190 casos e 33 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 93 casos e 15 óbitos. Ainda foram registrados 62 casos e 6 óbitos por influenza B e os outros 47 casos e 8 óbitos por influenza A não subtipado.

No DF, até o último dia 14, foram notificados 306 casos de infecções identificadas como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 230 em moradores da capital federal.

Das notificações da Vigilância Universal da SRAG em moradores do DF, 45,7% (105) dos casos foram positivos para vírus respiratórios; e 26,9% (62) permanecem em investigação.

Entre os positivos para vírus respiratórios, em 56,1% (59) dos casos foi isolado o vírus
sincicial respiratório (VSR); em 20,9% (22) dos casos foi isolado o metapneumovírus. Já o vírus
influenza A (H3N2) foi isolado em 5,7% (6) dos casos; o influenza A (H1N1) em 4,7% (5); e
o influenza B em 1,9% (2).

Prevenção
Para reduzir ao máximo a circulação dos vírus, a Secretaria de Saúde recomenda que os brasilienses, além de buscarem a imunização, evitem aglomerações e façam higienização constante das mãos. Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde, Marcos Quito, a baixa cobertura vacinal no ano passado (92%) “pode ter contribuído para a maior circulação da doença”.

Por enquanto, vacinas contra H1N1 estão disponíveis apenas na rede particular. Nos postos da rede pública, só a partir do dia 23. De acordo com a Secretaria de Saúde, o DF receberá 777.700 doses. Elas serão distribuídas pelo Ministério da Saúde e previnem contra os vírus Influenza A, Influenza B, H1N1 e H3N2. A previsão é que o chamado dia D, o Dia de Mobilização Nacional, ocorra em 12 de maio.

Poderão se vacinar de forma gratuita aqueles que fazem parte dos grupos prioritários. São eles:

  • Crianças de 6 meses a 5 anos incompletos
  • Grávidas em qualquer idade gestacional
  • Puérperas (até 45 dias pós-parto)
  • Pessoas com 60 anos ou mais
  • Pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico
  • Povos indígenas
  • População privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas
  • Professores das redes pública e privada
  • Trabalhadores da área de saúde

Segundo o boletim informativo de gripe referente à semana epidemiológica nº 13 de 2018, a estimativa é vacinar 706.988 pessoas no DF, com meta de cobertura de 90% de cada um dos grupos prioritários.

Dicas para se prevenir da gripe:
Para evitar a transmissão da gripe e de outras doenças respiratórias, a Secretaria de Saúde recomenda:

  • Lavar as mãos com frequência, principalmente antes de comer
  • Usar lenço descartável para higiene nasal
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas
  • Manter os ambientes bem ventilados
  • Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes arejados)
  • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos

 

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