Emap estuda exportação de carne frigorificada em contêineres para os EUA

Na manhã desta segunda-feira, 6, o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago, recebeu João Carlos Parkinson de Castro, coordenador-geral de Assuntos Econômicos da América do Sul, que teve reunião com a equipe técnica da empresa e conheceu o Porto do Itaqui. Castro apresentou estudo que propõe realizar a exportação para os Estados Unidos de carne frigorificada conteneirizada produzida na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), transportada pela ferrovia Norte-Sul e escoada via Itaqui.

“Agora é hora de investir no contêiner, que representa o futuro”, afirmou Castro, ao destacar a vocação do Porto do Itaqui. Como funcionário do Ministério, ele se colocou na posição de apoiador do Governo do Estado para criar as condições favoráveis para o desenvolvimento desse projeto no Itaqui.

A Emap, como empresa pública integrante do Governo do Maranhão, entende que o contêiner abriga carga de alto valor agregado e de grande importância para diversos setores da economia brasileira. O potencial é significativo, sobretudo com a viabilização da movimentação de contêineres transportados por ferrovia. Neste sentido, a Emap tem empreendido esforços para encontrar parceiros e ampliar sua infraestrutura, de modo a elevar o movimento de contêineres no porto.

“Tivemos uma reunião muito produtiva em que o ministro apresentou o estudo e nossa equipe o informou sobre os projetos de ampliação de infraestrutura portuária que estão no plano de investimentos da Emap, entre os quais a adaptação do Pátio H para reefers (contêineres refrigerados) com instalação de tomadas. Esse pátio deve estar pronto para operação no segundo semestre deste ano”, afirma Ted Lago, presidente da Emap. “A VLI – operadora ferroviária – participante da reunião, também se mostrou interessada em viabilizar essa demanda regional por carne processada”, completou.

Logística reversa

Atualmente a carne produzida nessa região, em grande proporção destinada à exportação, está limitada a uma logística reversa, em termos de custos, distância e tempo.  Utiliza o modal rodoviário até os portos do Sudeste, de modo a embarcar em navios de longo curso nos portos de Santos, Paranaguá e Itajaí. Trata-se de uma logística desfavorável para o produtor, na medida em que o submete a um alto custo logístico.

Uma maneira de mudar essa situação é estimular o uso dos portos mais ao Norte do país, entre os quais o Itaqui. Desse modo o projeto piloto teria a vantagem de estimular o escoamento da carne ‘in natura’ pelos portos do Norte do País, contribuindo para descentralizar o movimento da carga nos portos do Sudeste, proporcionando maior competitividade ao produto nacional.

A aposta do Governo Federal está na abertura do mercado norte-americano como motor de elevação da produção da cadeia produtiva da carne bovina e, em consequência, contribuir para a geração de emprego no setor. Conta-se ainda que o reconhecimento norte-americano poderá acelerar a conquista de outros mercados. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a meta é elevar a participação brasileira no mercado internacional de produtos agropecuários dos atuais 7% para 10%.

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

 

ALICE MENDES

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