Deficientes denunciam falta de remédios em hospitais de Imperatriz

Pessoas com deficiência voltam a denunciar a falta de medicamentos de uso contínuo que deveriam estar sendo fornecidos de forma mensal pela Prefeitura de Imperatriz. Eles já fizeram a denúncia ao Ministério Público, que inclusive, já expediram ordem judicial. Na manhã desta quarta-feira (23), o Movimento de Pessoas com Deficiência realizou um ato público para mobilizar a sociedade, no estacionamento do campus da UFMA.

Segundo o movimento, são trezentas pessoas cadastradas e que deveriam estar recebendo o benefício. Por meio de uma página no Facebook, o grupo fez um anúncio de que na terça-feira (22), a Farmácia dos Posto Três Poderes estaria fornecendo os medicamentos e materiais para uso.

Após a entrega dos materiais, o movimento fez mais um post na página, denunciando que os medicamentos não foram entregues da forma prevista, além disso, os funcionários do posto teriam negado a entrega da cópia do documento que consta quais e quantos medicamentos teriam sido entregues.

Evandro Fernandes, membro do movimento, diz que a irregularidade chegou no oitavo mês. “Nem o acesso a cópia daquilo que estamos recebendo a gente recebe. O Movimento da pessoa com Deficiência pergunta ao prefeito: cadê a licitação? Ele diz que preza muito pela transparência e tudo agora está na obscuridade. Eles podem manipular essa documentação dizendo que estamos recebendo esse medicamento, quando, na verdade, nós não estamos”, diz.

“A pessoa que faz uso de medicamento contínuo, se ela tiver alguma necessidade fisiológica sem o material que deveria estar sendo disponibilizado pela Prefeitura, pode sofrer uma infecção urinária, por exemplo. Muitas pessoas morrem por infecção urinária”, disse outro membro do movimento, Tiago Stheferson.

Após o ato público desta manhã (23), o grupo saiu da UFMA e seguiu até a Câmara Municipal, em busca de um espaço para cobrar dos vereadores a fiscalização sobre a falta dos medicamentos e materiais de uso contínuo e gratuito.

 

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