Completa 5 anos de guerra na Síria

Nesta terça-feira (15), dia em que se completam cinco anos da guerra civil na Síria, a Rússia iniciou a retirada de suas tropas do país árabe. O primeiro grupo de aviões de Moscou deixou a base de Hemeimeen, na província de Latakia.
A Rússia continuará realizando ataques aéreos contra insurgentes considerados ‘terroristas’ em território sírio, mas a saída de soldados representa mais uma importante etapa do conflito entre o regime de Bashar al Assad, a oposição reconhecida por nações ocidentais e organizações jihadistas, como o Estado Islâmico (EI).
As missões russas na Síria ajudaram Assad a reconquistar zonas que estavam nas mãos de grupos rivais, principalmente em Aleppo, mas geraram críticas no chamado Ocidente. Segundo os Estados Unidos, os ataques de Moscou não tinham como alvo apenas terroristas, mas também a oposição.
Confira abaixo a cronologia de uma guerra que já tirou a vida de mais de 500 mil pessoas e criou a mais grave crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundia.

2011 – Em fevereiro, estudantes de uma escola de Daraa são presos sob a acusação de terem escrito slogans contrários ao regime. Em 15 de março, ocorre a primeira grande manifestação em Damasco contra Bashar al Assad, além de um protesto em Daraa. Os atos ganham força e são reprimidos duramente pelo governo.   Em junho, os primeiros desertores das forças armadas sírias dão vida ao Exército Livre da Síria. Em agosto, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a União Europeia pedem que Assad deixe o poder. Em outubro, Rússia e China vetam uma resolução das Nações Unidas (ONU) condenando o regime.

2012 – Em maio, começam a chegar à Síria os primeiros jihadistas estrangeiros para lutar na rebelião contra Damasco. O movimento xiita libanês Hezbollah envia militantes para defender o regime.

Em julho, um atentado em Damasco mata o ministro da Defesa Daud Rajiha.

Em agosto, os rebeldes avançam sobre Aleppo, uma das principais cidades do país. Três meses depois, as potências ocidentais reconhecem a oposição exilada como “única representante do povo sírio”.

2013 – Em janeiro, as forças legalistas se retiram de Raqqa, que é ocupada pelas primeiras células do Estado Islâmico. Em agosto, subúrbios de Damasco controlados por rebeldes são atacados com armas químicas. Estados Unidos e Rússia chegam a acordo para eliminar arsenal tóxico do regime.

2014 – Em janeiro, rebeldes islâmicos iniciam ofensiva contra o EI. A conferência “Genebra 2” se encerra com nenhum avanço. Em fevereiro, 1.400 pessoas são evacuadas de Homs, que é assediada pelas forças de Assad. Em maio, Damasco reconquista a cidade, com a ajuda do Hezbollah. Em agosto, o Estado Islâmico proclama um “califado” englobando seus territórios na Síria e no Iraque. Em setembro, começam os ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA contra o EI.

2015 – O ano começa com os curdos avançando contra os jihadistas em Kobane. Em maio, o EI conquista a cidade histórica de Palmira. Em setembro, a Rússia inicia operações em apoio a Assad. No último mês do ano, após os atentados de Paris, o Reino Unido se junta à coalizão norte-americana.

2016 – Em fevereiro, os exércitos russo e sírio avançam sobre a província de Aleppo. Dezenas de milhares de pessoas fogem para a Turquia. EI promove novos massacres em Homs e Damasco, totalizando quase 200 mortos. Moscou e Washington acertam um cessar-fogo a partir do dia 27. Em março, começa a enésima tentativa de negociações entre governo e oposição, mediadas pela ONU.

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Crianças são as maiores vítimas da guerra civil na Síria27 fotos

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29.mar.2015 – Uma criança síria teria levantado as mãos ao confundir uma câmera fotográfica com uma arma. A imagem foi compartilhada pela fotojornalista Nadia AbuShaban via Twitter e se tornou viral. O autor da foto é o turco Osman Sagirli. A criança é uma menina chamada Hudea, de 4 anos. A imagem foi tirada no campo de refugiados de Atmeh na Síria. Hudea viajou ao campo – a cerca de 10 km da fronteira turca – com a mãe e dois irmãos, a 150 km da cidade deles, Hama Leia mais Osman Sagirli

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