Casal gay é agredido dentro de ônibus

 

Um relato divulgado no Twitter na última quarta-feira (2) chamou a atenção dos internautas para um caso de homofobia ocorrido em um ônibus que faz a linha Terminal Distrito Industrial, na cidade de São Luís.

A vítima e sua namorada estavam indo para casa por volta das 11h quando uma mulher entrou no coletivo no Terminal de Integração da Cohama. Ela começou a pregar o evangelho e em dado momento começou a agredir as jovens física e verbalmente.

“Ela começou falando até coisas aceitáveis, que Deus fez o homem e a mulher, mas depois começou a dizer que nós éramos nojentas, chamou a gente de sapatão várias vezes e até pegou um pedaço de madeira e veio atrás de nós quando descemos na Deodoro”, afirmou uma das jovens ao Blog do Michel Sousa.

Na publicação feita no Twitter, uma das vítimas relatou que o motorista do ônibus parou ao lado de uma viatura da Polícia Militar ao perceber que a senhora estava importunando os passageiros e tumultuando o ambiente. “Eles (policiais) alegaram que não poderiam tirar ela do coletivo, pois a mesma tinha pagado a passagem”, explicou.

A viagem continuou e as jovens, de 25 e 22 anos, desceram na Praça Deodoro. A mulher também desceu e pegou um pedaço de madeira para continuar as agressões. Elas procuraram a Polícia Militar presente na praça e avisaram sobre o ocorrido. Os militares ainda tentaram localizar a agressora, mas não a encontraram.

As agressões causaram hematomas nos braços da jovem. Depois da ação contra a vítima, a mulher fugiu acompanhada de um homem. O caso não foi registrado no Plantão de Polícia Civil das Cajazeiras, pois os policiais teriam informado que faltavam informações como o nome da agressora.

“Eles (policiais a delegacia) não quiseram nem ver (vídeo gravado por uma delas). Só disseram que era necessário ter o nome completo da agressora para fazer o boletim de ocorrência, sendo que na situação não tínhamos como saber nem o primeiro nome dela. Os únicos policiais que não se negaram a ajudar foram os da viatura da Deodoro”, lamentou a jovem.

A Secretaria de Segurança Pública  (SSP) ainda não se pronunciou sobre a recusa dos policiais em confeccionar o boletim de ocorrência.

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