Casa de Apoio Ninar disponibiliza arteterapia para tratamento das crianças com microcefalia

Estimular os movimentos corporais, despertar a sensibilidade cognitiva e fortalecer o vínculo com a mãe são os principais benefícios da terapia complementar chamada de arteterapia, muito utilizada no tratamento de crianças com problemas de neurodesenvolvimento. A Casa de Apoio Ninar, inaugurada na última terça-feira (4), é o mais novo espaço, reformado pela gestão do governador Flávio Dino, que vai oferecer o serviço da arteterapia para os pacientes do interior do estado e capital.

 

As técnicas da arteterapia usam elementos da música, pintura em tela, do desenho, artesanato, argila e costura em feltro para catalisar sentimentos, procurando dar ao paciente totais condições para que ele consiga extravasar tudo que o impede de desenvolver melhor seu autoconhecimento, o sistema cognitivo e a motricidade do corpo.

 

A terapeuta ocupacional com especialização em arteterapia, Rachel Azulay, é a responsável por esta terapia complementar da Casa de Apoio Ninar e detalha os principais benefícios do tratamento. “As crianças portadoras de microcefalia, ao participar das técnicas da arteterapia, começam a perceber tudo que está ao seu redor de uma forma. Os movimentos do corpo ficam mais ágeis, os sentidos ficam aguçados com memória e concentração ativadas, equilíbrio das emoções e o laço com a mãe fortalecido, pois em todas as técnicas ela está presente para estimular cada vez mais o vínculo e a criança se sentir segura”.

 

As principais técnicas de arteterapia que serão desenvolvidas com as crianças na Casa de Apoio Ninar são pintura em tela, toque com argila, costura em feltro, artesanato e desenho. A cada trimestre as atividades serão replanejadas para adequar as necessidades de cada grupo de família que chega na casa.

 

“De três em três meses irei trabalhar novas técnicas conforme o diagnóstico e necessidade de cada criança e mãe que o acompanha. Para o profissional, a arteterapia é importante para perceber a fragilidade sensorial e motora de cada criança para poder melhor desenvolver as atividades que surtirão efeitos rápidos e prolongados nela”, explica   Rachel Azulay.

 

Dinâmica de funcionamento

Um grupo formado por cinco crianças acompanhadas das mães será atendido durante uma hora pela terapeuta ocupacional em três dias da semana para obter um melhor desenvolvimento cognitivo e psicomotor do paciente.

 

Ao final da semana, a terapeuta avalia os avanços da criança com o tratamento e avalia a necessidade de retornar para a realização de mais sessões de técnicas de arteterapia. “Tudo deve ser observado, como se houve uma melhora significativa no vínculo com a mãe, se a criança está respondendo rápido aos estímulos sensoriais e motores e se é capaz de perceber as sensações ao seu redor. Os resultados são avaliados e, caso não haja resposta positiva, retornamos a criança para mais sessões de arte”, afirmou Rachel Azulay.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

você pode gostar também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.