Brasileiros investem na compra de imóveis para alugar por curtos períodos nos EUA

Casas inteligentes e energeticamente eficientes custam a partir de US$ 292,990 e podem ser financiadas; rentabilidade líquida tem potencial para ficar entre 6% a 9% ao ano

Com o cenário econômico mais difícil, inflação, juros altos, restrição de crédito e queda no consumo em seu País, os brasileiros estão buscando novos negócios no exterior. Um deles é a compra de imóveis residenciais nos Estados Unidos para alugá-los a outros brasileiros, muitas vezes até para pessoas conhecidas.

Na Flórida, o proprietário consegue colocar o imóvel para locação por períodos curtos – por exemplo, para uma família que queira passar alguns dias perto dos parques da Disney, situação mais frequente. Em outras partes dos EUA, como em Nova York, as regras para locação são mais restritivas, porque os condomínios não aceitam tanta circulação de pessoas.

Com a receita do aluguel, o proprietário paga todas as despesas da casa ou apartamento, como impostos e manutenção, e ainda sobra dinheiro para poder usufruir com parentes e amigos em outras datas.

Lucrar com o aluguel dessas residências é o objetivo principal, além do benefício de ter seu próprio imóvel em um destino tão amado como a Flórida, para ficar mais tempo do que se costuma ficar em hotel. O perfil dos compradores é composto, em sua maioria, de gente que tem casa própria no país de origem e dinheiro guardado para investir em um segundo ou terceiro endereço.

Não há dias ou contratos fixos, simplesmente os interessados em alugar fazem um acordo de quanto tempo pretendem ficar, em qual época do ano e pronto. Contam com uma opção mais barata do que ficar em hotéis, podem levar suas famílias e aproveitar os benefícios dos condomínios e das cidades.

O Championsgate, em Orlando, é um projeto interessante tanto para quem quer morar como para o investidor. Hoje uma cidade, com três campos de golfe, hotel, 15 restaurantes, escola, supermercado e outros estabelecimentos comerciais, apresenta duas áreas distintas no mesmo condomínio, uma para residência permanente e outra para locação. Na primeira, até se permite alugar, mas só por ano. Na segunda, os proprietários recebem uma espécie de licença semelhante à de um hotel, o que permite a locação por dia, semana, meses.

O condomínio terá 3200 casas – já possui cerca de 650 construídas. Todas as residências têm piscina, são dotadas de modernos eletrodomésticos e armários, são inteligentes e super eficientes no que se refere a lâmpadas, aquecimento, entre outros itens – 20% mais econômicas do que determina o padrão Energy Star. O valor das casas começa em US$292,990 (geminadas) e US$ 406,990 (não geminadas), montantes que podem ser financiados – a entrada, hoje, é de cerca de 35%. A rentabilidade líquida tem potencial para ficar entre 6% e 9% ao ano. Segundo os especialistas, os melhores resultados são alcançados com os imóveis maiores, de oito dormitórios, geralmente alugados para três famílias. Caso o proprietário queira utilizar esse tipo de residência, mas alugar para um número menor de pessoas, tem as opções de trancar os quartos que não deverão ser utilizados ou mesmo oferecer um up-grade na locação, premiando os inquilinos com um imóvel maior do que eles escolheram.

Outra novidade entre as oferecidas pela Elite International Realty, consultoria instalada em Miami há mais de vinte anos e comandada pelos sócios brasileiros Leo e Daniel Ickowicz, pai e filho é o Storey Lake. Recém-lançado, funciona de forma semelhante ao Championsgate no que se refere à locação.  Tem unidades de quatro dormitórios e 178 m2, a um valor de US$ 285,000.

Temos visto que empresários procuram um segundo imóvel para utilizar, pelo menos, uns 60 dias ao ano e não querem ter despesa. O valor recebido pela locação precisa pagar os gastos mensais com o imóvel e ainda sobrar um retorno de aproximadamente 2% para ser interessante”, afirma Leo.

detOs canadenses e os americanos utilizam muito este conceito. Já os latino-americanos estão começando a enxergar o quanto essa possibilidade é vantajosa e rende bons frutos. Afinal, é uma forma de dolarizar investimentos, com juros de financiamento mais baixos que no Brasil, e ter uma opção de poder desfrutar de moradias próprias fora do país, fechar contratos de curto ou longo prazo sem grande burocracia.

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