Assassino de DJ maranhense é transferido para complexo penitenciário

Até o momento, a arma do crime não foi localizada.

 

 

Na manhã dessa sexta-feira (7), o assassino confesso do DJ Yago Sik (23 anos) foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda após passar noite nas dependências do Departamento de Polícia Especializada (DPE-DF). Lucas Albo de Oliveira (22) atingiu o maranhense com dois tiros – um deles na cabeça – no último domingo (2), na saída de uma festa em Brasília. Ele foi localizado após o seu pai ser abordado em blitz e, muito nervoso, confessar o laço familiar com Lucas. O jovem, então, se entregou para a polícia, três dias após o crime.

O prazo inicial para o fim do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) é de 10 dias, a contar da data da prisão. Lucas foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, pela motivação torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ameaça e injúria. Se condenado, pode pegar de 15 a 30 anos de prisão. Como adulto, tem duas passagens por porte de droga e uma por furto em comércio, além de disparo de arma de fogo, ameaça, corrupção de menores, porte ilegal e furto de arma. Ele já havia sido preso duas vezes.

Em depoimento, o estudante de direito disse que não tinha a intenção de matar, mas apenas “dar um susto”. No entanto, os investigadores trabalham com a teoria de crime premeditado. Até o momento, a arma do crime não foi localizada.

A tese é reforçada pelas circunstâncias do crime e por provas colhidas nos últimos três dias. “Houve uma briga na festa e o Lucas foi retirado da boate. Ele foi em casa e, horas depois, regressou ao Conic [local do crime]. Lá, ficou esperando, na espreita, a vítima. A principal motivação, até agora, é o ciúme. Não trabalhamos com outra hipótese”, detalhou o delegado Rogério Oliveira, chefe da 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. Antes de matar Yago com dois tiros à queima-roupa  — um deles na cabeça  —, Lucas mandou dezenas de mensagens, via WhatsApp, à então namorada, com xingamentos e ameaças de morte. Os envios aconteceram entre 3h27 e 5h51. Em depoimento, o acusado confirmou a autoria: “Enviei, sim”.

Enquanto mandava as mensagens, Lucas aguardava por Yago do lado de fora da festa. Assim que o DJ deixou o local, foi alvejado por tiros. No momento, ele estava de mão dada com a namorada, Bárbara Rodrigues, que também chegou a ser agredida por Lucas naquela noite. Ela levou dois socos do  universitário. Câmeras de segurança do prédio gravaram a tocaia e o exato momento do assassinato.

 

Com informações do Correio Braziliense

 

 

 

 

FONTE: MA10

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