Africanos resgatados no Maranhão já têm direito a trabalhar no país

Os imigrantes resgatados no Maranhão já podem emitir a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), além de exercer outros atos de cidadania no Brasil. Eles conseguiram a emissão do Cadastro de Pessoa Física (CPF), através da solicitação da Defensoria Pública da União (DPU), que agora tenta o visto permanente para os 25 africanos.

De posse desses documentos, os africanos poderão procurar o Sistema Nacional de Emprego (SINE) para realizar o cadastramento para concorrer às vagas de emprego no país, como qualquer outro brasileiro. Em seus países de origem, alguns deles desempenhavam atividades como pedreiro, marceneiro, motorista, lanterneiro, professor, dentre outros.

Um grupo de trabalho formado pelo Governo e organizações da sociedade civil estão se reunindo para os próximos passos da regularização dos imigrantes, além das ações dos representantes das Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os tratados internacionais.

De acordo com a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), o Governo do Estado quer criar um fórum permanente, com protocolo de atendimento padrão, para que o estado esteja preparado para a eventualidade de outros fluxos que chegarem ao Maranhão.

Alojamento

Os imigrantes continuam alojados temporariamente nas dependências do Ginásio Costa Rodrigues.

Como a grande maioria não fala português e a incapacidade de se comunicar é uma preocupação comum a todos eles, a Sedihpop está articulando a oferta de um curso de português instrumental junto a Escola de Conselhos, como protocolo humanitário adotado por várias organizações que recebem imigrantes no Brasil e que os ajuda a transpor uma das barreiras na procura pelo emprego no país.

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