Ações de enfrentamento à violência contra mulher são ampliadas no Maranhão

Cultura da Paz começa em casa, esse é o lema abordado pela Secretaria de Estado da Mulher (Semu), que tem o objetivo de desenvolver ações educativas contra a violência à mulher no Maranhão. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) apontam que 50 mulheres foram mortas em 2017, 36 em 2016 e neste ano, 11 mortes por feminicídio já foram registradas.

Muitas mulheres se sentem inseguras ao sair de casa por conta da violência, já outra parte sofre com a insegurança dentro de casa. De acordo com a Secretaria da Semu, Terezinha Fernandes, os números são preocupantes e o agressor, na maioria das vezes, é ‘companheiro’ da mulher. “Quando a mulher está em casa é que essa situação se aplica, no lugar onde ela deveria se sentir segura é onde ela está correndo mais perigo, por isso, estamos trabalhando com urgência para podermos enfrentar esse problema”, destacou.

O Maranhão é destaque no cenário nacional das políticas públicas para as mulheres. Serviços especializados no atendimento às mulheres que se encontram em situação de violência vem sendo intensificados em todas as áreas, como exemplo, a Saúde, Assistência Social, Sistema de Justiça e Segurança Pública. A Secretaria de Estado da Mulher realiza cinco campanhas por ano. Dois ônibus-carreta saem pelos municípios e capital para realização de seminários em escolas. A ideia é criar uma cultura da não-violência. Mulheres da zona rural, quilombolas e  também detentas são alcançadas por essas atividades.

“Precisamos o mais rápido possível mudar essa cultura, no sentido que vidas das mulheres vêm sendo banalizadas, estamos no caminho certo com as ações, mas precisamos avançar mais.”, informou Terezinha Fernandes.

As mulheres estão morrendo, porém estão denunciando mais. Segundo a Secretaria de Estado da Mulher, isso ocorre não por conta da função do aumento da violência contra mulher, ela sempre existiu e está aí, só que ela subnotificada, ela ocorre em espaço privado e muitas pessoas não se envolvem nesse tema e muitas mulheres, por várias razões, não denunciam. Agora com essa situação de palestras, essa divulgação vem se falando em denunciar muito, ela estão rompendo e silêncio.

“É uma pena as que não denunciam, elas estão pagando com a própria vida, pagando um preço muito caro”, enfatizou Terezinha Fernandes.

Uma parcela da sociedade ainda tem a visão que existe um gênero superior que é o sexo masculino, ou seja, os homens são superiores ao sexo feminino. Por isso, a equidade vem sendo bastante pautada entre os órgãos do Estado. Para a secretaria, as ações educativas auxiliam no combate a violência à mulher, na mudança de cultura e na valorização do sexo feminino. Essa semana, decorrente ao Dia da mulher, os movimentos educativos serão fortificados em todo Maranhão. “Nós mulheres queremos ser iguais aos homens nos direitos e deveres, não queremos ser coisificadas, não ser tratada como seres incapazes, como até um tempo atrás”, explicou Terezinha quanto a questão da luta da mulher.

O Dia Internacional da Mulher surgiu para homenagear 129 mulheres queimadas vivas, em uma fábrica de tecidos em Nova Iorque, em 8 de março de 1857, por reivindicarem um salário justo e a redução da jornada de trabalho.  Criado em 1910, na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague – Dinamarca representa um marco nas reivindicações e na luta das mulheres por igualdade. A partir da década de 1970, passou a ser celebrado mundialmente em 8 março.

Fortalecendo essa luta, no Maranhão foi instituído o Dia 11 de Março, como Dia da Mulher Maranhense, através da Lei n 10.763de 29 de dezembro de 2017.

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