24 remédios não terão mais subsídio do programa Farmácia Popular

Os consumidores que sofrem de rinite, colesterol, mal de Parkinson, glaucoma e osteoporose são os que mais vão sentir no bolso o corte de 14 medicamentos do ‘Programa Aqui tem Farmácia Popular’, do Governo Federal, que antes eram vendidos com descontos de até 90%. O anúncio foi feito em outubro do ano passado e, àquela época, empresários do setor varejista haviam informado que a medida teria pouca influência nos lucros do setor.

Pela proposta aprovada no Congresso Nacional, que já está valendo, ficam mantidos o braço do programa chamado de Saúde Não Tem Preço (em que o paciente não precisa pagar por remédios para diabetes, hipertensão e asma na farmácia) e as unidades próprias do Farmácia Popular.

Segundo o gerente Paulo Salve, o volume de comercialização dos medicamentos que não terão mais descontos de até 90% é pequeno. “Comercializamos muito mais os medicamentos para hipertensão e diabetes. Mesmo assim, muitas pessoas vão sentir no bolso quando forem comprar medicamentos para tratar osteoporose, colesterol e mal de Parkinson”, avaliou. Ele acredita ainda que o número de farmácias credenciadas ao programa não deve diminuir em decorrência do corte dos medicamentos.

Segundo Gilcielma Lemos, gerente de outra farmácia que também trabalha com o programa, o corte dos 14 itens, em um momento de crise como agora, atingirá diretamente os que mais precisam.

Orçamento — O Governo Federal anunciou, no final do ano passado, que o repasse para manter o funcionamento do programa será zerado para este ano. À época, através de nota, o Ministério da Saúde informou que a proposta de orçamento para 2016 prevê um corte de R$ 578 milhões no Programa, o que causará impacto direto na oferta de remédios com desconto, que deixará de existir.

A medida deve sobrecarregar as redes municipais e estaduais de Saúde. Mas, o Ministério afirma que está trabalhando para tentar reverter esta situação e encontrar novas fontes para financiar o Programa. O governo também explica que uma parte importante do Farmácia Popular não foi atingida pelos cortes.

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